Não percebo tanta agitação em torno do novo acto de deliquência planeado pela nefasta CGTP.
Neste, pelo menos, eu vejo uma oportunidade cheia de potencial…
Não percebo tanta agitação em torno do novo acto de deliquência planeado pela nefasta CGTP.
Neste, pelo menos, eu vejo uma oportunidade cheia de potencial…
Teixeira dos Santos diz que riscos de um segundo resgate são sérios.
Se ele diz, eu acredito. De resgates percebe ele…
O aglomerado de juízes que se reúne, ora maior, ora menor, no Palácio Ratton, é o terror de quem paga impostos.
Mais um chumbo, desta feita a uma lei que visava a tão necessária racionalização de recursos humanos na Função Pública. Ao todo, com efeitos acumulados, trata-se de um chumbo que invalida uma poupança de 900 milhões de euros. De volta à cansativa narrativa da garantia da segurança no trabalho, apetece perguntar: e o tão famoso princípio da igualdade, já invocado por estas mesmas cabeças?
Quanto ao outro ponto, relativo ao princípio de protecção de confiança, Sousa Ribeiro afirmou que “quando em 2008 se estabeleceu o regime do contrato de trabalho, havia uma norma de salvaguarda quanto à cessação do contrato de trabalho. Entendeu-se que estava criada uma acção positiva do Estado num ambiente normativo em que as preocupações de racionalização de efectivos já se fazia sentir, o Estado entendeu dar essa garantia. Gerou-se uma confiança reforçada dos trabalhadores (…)
Então e os funcionários públicos que entraram para os quadros antes de 2008? Talvez para esses possamos invocar, agora sim, o princípio da igualdade! Ser juíz do Tribunal Constitucional não é, afinal, assim tão difícil.
Acerca da morte de António Borges, Baptista-Bastos escreve isto.
Com a alegria mal dissimulada na ponta da pena, o escrevinhador fala de direitos culturais e sociais, de democracia e de preservação de diversidades, entre outros conceitos. O que nunca refere em lado algum, como bom homem de esquerda, é o que se faz quando o dinheiro para preservar os direitos acaba, o que se faz quando os intérpretes da nossa democracia (que Baptista-Bastos tanto preza) nos trazem até ao fundo do precipício e como agir quando a preservação de diversidades resulta em conflito social latente, prejudicial para todos.
Ilustra António Borges como uma espécie de Satanás, avesso à felicidade do povo e partidário de um regime de escravatura, combatido pelos ideais que a esquerda gosta de pensar serem os seus.
Normalmente não leio Baptista-Bastos, normalmente evito Baptista-Bastos. Abri uma excepção, ao ver o título da sua peça, para perceber quão baixo podia ser. Algures no meio da estafada retórica da luta de classes e do combate ao capitalismo, o colunista deixou passar em claro a vida que se perde, a família enlutada e todos aqueles que vivem tempos mais tristes pelo desaparecimento de alguém que estimavam. Esqueceu-se que antes do político, do assessor ou do economista, morreu o homem. Bizarro, este esquecimento, por parte de quem tem prontas a debitar palavras como “compaixão” ou “bondade”.
Depois de todos os adjectivos que se lêem nas entrelinhas do texto para classificar António Borges, eu deixo um para Baptista-Bastos: hipócrita!
Parece que a lei da mobilidade da Função Pública, entregue às infalíveis mãos do Tribunal Constitucional, vai ser avaliada por apenas 7 juízes. Isto porquê? Porque no período de férias judiciais, que se prolonga até ao dia 14 de Setembro, apenas é exigida a presença de 7 dos 13 juízes. Sabemos, também, que o excelso Tribunal não quer que saibamos quem são.
O que torna tudo isto caricato? A decisão face à constitucionalidade ou não do diploma poderá vir a ser tomada por uma maioria de apenas 4 juízes.
Mais um exemplo da paixão que estes cavalheiros nutrem pelos princípios da igualdade e da transparência.
Morreu António Borges. Homem de competência acima das rasteirices politiqueiras portuguesas e de convicções fortes, populares ou não.
Nas caixas de comentários de notícias e blogs lêem-se as mais bárbaras ignomínias. Há quem ofenda a memória do homem, há quem festeje a sua morte. Felizmente, os comentários dizem mais acerca de quem os escreve do que do falecido.
Tardou, mas ela aí está: a opinião verborraica e dispensável do pequeno homem que convenceu o ex-querido líder a solicitar ajuda externa em 2011, o neolítico Soares.
Cafeína, João?!
Esta crise política começa a parecer um enredo de uma novela mexicana, daquelas que preenchiam as grelhas vespertinas das nossas televisões há uns 15 anos atrás. Com intrigas, revelações e traições mal dissimuladas, os ingredientes estão todos lá.
Não me parece que Cavaco tenha evidenciado uma visão desproporcionada dos seus poderes, como já ouvi, e também não me parece que seja suficientemente ingénuo ao ponto de acreditar que o acordo por si proposto seja viável, como também já ouvi. Cavaco entrou neste enredo e encostou o PS à parede. Com sacrifício da imagem deste Governo, talvez merecido, o Presidente da República propôs uma solução que, até aqui, só tinha conhecido o firme desacordo público das hostes socialistas. É, no entanto, a solução mais popular. Seguro, que tem procurado capitalizar o desgaste alheio recorrendo ao seu marasmo genético, vê-se na contingência de escolher: ou fica de fora, mal visto pelo povo e pelas instituições europeias, ou aceita esta solução, e perde o discurso que tem alinhavado para as próximas eleições, sejam estas quando forem.
Duas notas reforçam a minha argumentação: ao contrário do que se tem lido por aí, Cavaco não sugeriu eleições em Junho de 2014. Sugeriu a negociação de um calendário que implique eleições a partir de Junho de 2014, o que é completamente diferente. Por outro lado, deixou no ar a ideia de que, caso este cenário falhasse (e é neste cavalo que o PR aposta), há um Governo em funções, perfeitamente legitimado.
Imagino assessores socialistas a tentar arrancar Seguro, forçado a agir, de debaixo de uma secretária, num qualquer gabinete do Largo do Rato.