“Ou seja, o Dr. António Costa consegue, com a sua máquina de propaganda, tornar numa derrota a vitória que Dr. António José Seguro teve nas Europeias e tornar numa vitória a derrota que ele próprio agora teve nas legislativas”
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Soam gargalhadas nas Caldas da Rainha

De que se ri este homem?
Figuras tristes
De olhos bem fechados
Li algures num rodapé da Sic Notícias que António José Seguro quer separar os negócios e a política.
Como? O estrondear das minhas gargalhadas incomoda o leitor? Lamento por isso, mas é mais forte do que eu. O riso é a única reacção que consigo ter quando ouço a promessa de “separar a política e negócios” ao homem que, com olhos semicerrados de volúpia e os braços bem abertos, acolheu o regresso de – Jorge Coelho.
Chicote

António José Seguro acha que a moção de censura que o PCP vai apresentar na Assembleia da República é um frete ao Governo. Por isso, esteve ausente durante o seu debate. E também por isso – deu orientação de voto a seu favor.
No fundo, no fundo, isto deve ter a sua lógica – simplesmente está tão escuro lá que não a consigo ver.
Seguro, nem de um lado nem do outro da Força
Eles aí estão: os cães de fila socialistas. Correm, desenfreados, de olhos vítreos e com baba a disparar em todas as direções. O alvo da sua fúria: o inofensivo Seguro.
Escrevi aqui, no início de 2013, que era muito previsível que isto acontecesse. Demorou, confesso, mais tempo do que estava à espera.
Seguro pôs-se a jeito: desligado da realidade e das pessoas, monocórdico e enfadonho, rejubilando para as câmaras após a insignificante vitória de domingo. Seguro não tem argumentos, não tem projecto e não apresenta resultados (acredito que, face a partidos que suportam um Governo que impôs as medidas que este impôs ao longo dos últimos anos, até um saco de plástico conseguiria cavar uma diferença superior aos magros 3,5% alcançados por Seguro). O programa de “governo” que apresentou foi uma patetice. Ao associar estas eleições às legislativas, pôs as fichas todas em cima da mesa e os (poucos) eleitores que votaram mandaram-no para casa descalço.
Milagrosamente, é possível que se safe. Não pelas suas competências políticas, quiçá menos desenvolvidas que as de Manuela Ferreira Leite (muito mais acutilante na sua oposição ao Governo), mas talvez pelas fracturas estruturais que existem dentro do PS e que promovem o aparecimento de anti-corpos sempre que alguém se levanta do outro lado da trincheira. Veremos.
Para já, chamo a atenção para a assustadora lista de apoiantes de Costa: Vieira da Silva, Santos Silva, Sérgio Sousa Pinto, José Lello, Marcos Perestrelo, Pedro Nuno Não Pagamos! Santos, Capoulas Santos, Edite Estrela e João Galamba, entre outros “notáveis”.
Isto não é uma lista de apoiantes, é o elenco de um remake manhoso do “Império Contra-Ataca”. Imagine-se quem será o Darth Vader desta fita…
Uma imagem vale mais do que mil palavras…
Leite e mel

Se António José Seguro, que se pendurou em Hollande como o emplastro, tivesse um vestígio de vergonha na cara, estaria neste momento a cavar um buraco para se fechar nele durante um par de anos. A França, epicentro dos tais ventos de mudança anunciados pelo velho Soares desde a eleição de Hollande, o homem-providencial que iria colocar a sra. Merkel na ordem e transportar-nos para um futuro de leite e mel, afastados da austeridade e a crescer com a fúria de um feijoeiro, prepara-se para… congelar salários, pensões e fazer múltiplos cortes nas despesas sociais.
Na verdade, o único leite e mel que Hollande trouxe – terá sido para o seu pequeno-almoço nas casas das amantes.
A birrinha de Seguro

Enquanto Passos Coelho recebia os partidos em São Bento, a propósito do período pós-troika, Seguro provava moscatel. Assim se vê a pequenez desta amostra de estadista.
Podia, mas não era a mesma coisa
Eu às vezes acho que somos um pouco injustos para com António José Seguro. Dizemos que o homem é aborrecido e sonso, mas ele até é um pândego, sempre pronto a alegrar o ambiente com uma piada:
Se o PS podia governar com rigor e disciplina orçamental? Podia, mas não era a mesma coisa.

