O pequenino e nada augusto César dos Açores – sim, o tal que em Julho queria mudar a lei para impedir “detenções sem acusação” – diz que só mostra o acordo com o Bloco de Esquerda depois de António Costa ser indigitado Primeiro-Ministro.
Como é que é?
Mas esta gente acha-se mesmo dona disto tudo, e com um direito natural ao exercício de poder sem respeitar as regras e sem qualquer escrutínio! António Costa edil quis esconder documentos sobre decisões camarárias porque “abre caminho a que todas as decisões políticas e documentos que as corporizam fiquem sujeitas ao escrutínio público e, eventualmente, judicial, o que irá conduzir, inevitavelmente, à diminuição/perda da autonomia que deve caracterizar o exercício do poder político”. António Costa candidato a primeiro-ministro anunciou que tinha debatido soluções com os “lesados do BES” mas não as ia expor publicamente antes das eleições. O pretendente-a-indigitado António Costa afirma, pela boca do nosso Little Caesar, que pretende ser primeiro-ministro graças a um acordo – que só mostrará depois de ser primeiro-ministro.
Isto já não é um caso para o Ministério da Justiça – mas sim para o Ministério da Saúde.



