Seguro salienta convergência com o PCP nas questões sociais.
Jerónimo de Sousa salienta divergências entre as direcções do PCP e PS.
Seguro não levou uma tampa. A miúda é que se está a fazer de difícil.
Seguro salienta convergência com o PCP nas questões sociais.
Jerónimo de Sousa salienta divergências entre as direcções do PCP e PS.
Seguro não levou uma tampa. A miúda é que se está a fazer de difícil.
No Diário Económico, é publicado um artigo de opinião(?) em “defesa de Lobo Xavier e Pacheco Pereira” – em que se tenta de novo impingir a ficção “a origem dos nossos males está na recusa do PEC4”. Que o autor do texto seja apresentado simplesmente como Pedro Silva Pereira, Jurista, é de uma abjecção atroz.
Ponto prévio: concordo com o apuramento de responsabilidades em processos menos claros, independentemente do quadrante político dos intervenientes.
Posto isto, parece-me irónico que a queixa tenha partido desta máscula eurodeputada. Ana Gomes esteve com a sua frondosa queixada bem presente enquanto o ex-querido líder, agora reduzido à condição de comentadeiro da estação pública, e respectivos apaniguados transformavam Portugal num tipo de faroeste sem lei. Apesar de fazer parte de um tipo de oposição interna ao sultanato de Sócrates no PS e de ter sido comparada a um “rottweiler à solta” por um dos elementos do seu gabinete, não consta que tenha sido levantada qualquer investigação a Sócrates por iniciativa da senhora.
Numa outra perspectiva, finalmente surge uma notícia acerca de Relvas após a sua saída do Governo. Todo este silêncio mediático poderia levar uma qualquer mente paranóica a assumir que houve uma acção concertada para o afastar. Longe de nós pensar que algo deste género se pode passar aqui no rectângulo.

O decano Soares afirmou ontem na Sic Notícias que Pacheco Pereira representa dois terços do PSD. Eu já sabia que a Matemática nunca foi o forte de Soares, mas isto é confrangedor…

Pouco mais de um mês depois, aí está de novo o ancestral Soares num longo exercício de pulhice. Ana Sá Lopes, de espinha sempre aduladora perante o jurássico (três vezes “doutor”, seis vezes “senhor doutor”), já não é uma jornalista a conduzir entrevistas: tornou-se uma espírita que regularmente é chamada para fazer séances.
Portanto, vejamos o que temos aqui:
– a Globovisión é uma estação privada na Venezuela;
– sustentou, durante anos, tensões várias com o governo chavista, dando voz aos seus opositores;
– foi comprada recentemente por um grupo de empresários ligados ao poder;
– o apresentador de um programa político foi sumariamente despedido.
Como é bom de ver, isto não é em nada parecido com o que Sócrates tentou fazer com a TVI.
José Milhazes lançou um livro interessante, que aborda o golpe de 1977 em Angola à luz da purga que verdadeiramente foi.
Mais um magnífico exemplo do conceito de democracia que os comunistas, invariavelmente, adoptam.
Ao ver o currículo da “investigadora” Raquel Varela, recordei-me de uma velha anedota que reza mais ou menos assim:
Eu adoro o trabalho – era capaz de ficar horas e horas a ver os outros trabalharem.

O miúdo Martim Neves tem sido levado em ombros pela blogosfera – ou, pelo menos, pela blogosfera sensata – pela sua actuação perante Raquel Varela. Permitam-me ser uma voz discordante: eu não gostei deste episódio. E não gostei por uma razão muito simples: é que eu, agora, sei da existência de Raquel Varela.
Miguel Sousa Tavares, nos seus delírios etílicos, decidiu chamar palhaço ao Presidente da República. Consequência lógica, a PGR abriu-lhe um inquérito.
Após uma análise superficial dos comentários que abundam nas redes sociais, surpreende-me ver a quantidade de pessoas que acham perfeitamente normal dedicar ao Chefe de Estado semelhantes epítetos. Mais estranho ainda, verificar que muitas pessoas acham que o facto de ter sido alguém lamentavelmente vísivel a proferi-los é comparável à conversa de café que tem lugar entre anónimos.
Muito mais do que qualquer taxa, imposto, despedimento ou corte salarial, é este tipo de cultura democrática que grassa por aí que me faz não ter qualquer esperança na concretização de um milagre que nos tire da fossa.