Ontem, no Expresso Da Meia-Noite, o tema foi algo como “Investigação e Desenvolvimento em Portugal”. Como penso ser natural, sob este título pensamos imediatamente na Física, Electrónica, Microbiologia, etc. Ora um dos convidados foi Raquel Varela, cujo currículo de investigação parece ter apenas como justificação a sua própria existência. Raquel Varela, observadora do Trabalho, seguidora dos Movimentos Sociais e comparadora de Partidos Comunistas: o que pode seriamente justificar a sua presença regular e em regime de rotação nos nossos canais de televisão, em programas sobre tudo e nada?
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Raquel Varela (2)
Ao ver o currículo da “investigadora” Raquel Varela, recordei-me de uma velha anedota que reza mais ou menos assim:
Eu adoro o trabalho – era capaz de ficar horas e horas a ver os outros trabalharem.
Raquel Varela

O miúdo Martim Neves tem sido levado em ombros pela blogosfera – ou, pelo menos, pela blogosfera sensata – pela sua actuação perante Raquel Varela. Permitam-me ser uma voz discordante: eu não gostei deste episódio. E não gostei por uma razão muito simples: é que eu, agora, sei da existência de Raquel Varela.
Get Over It, Raquel Varela
Este tema motivou-me a fazer uma pesquisa rápida acerca de alguém tão claramente irrelevante como Raquel Varela. Aqui, vemos as suas áreas de estudo:
– História Global do Trabalho e História do Estado Social
– História dos Movimentos Sociais na Península Ibérica
– História do Movimento Operário Português
– História da Revolução de 25 de Abril de 1974
– O papel do Partido Comunista Português na revolução portuguesa
– Estudo Comparativo dos Partidos Comunistas Europeus
Enfim…
Parece que tão brilhante historiadora, versátil na sua investigação e aguçada na raiva ideológica, vestida, penteada e maquilhada como mandam as regras da verdadeira capitalista, teve de vergar o seu pesado ego intelectual perante um miúdo de 16 anos envergando uma “sweat-shirt” que fala de “miúdas giras”.
É caso para dizer, get “Over It“, Raquel Varela.