Não acredito em bruxas, mas que as há, há!

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1) O Santander é um dos principais accionistas da Prisa. (Ambos são, por acaso mas só por acaso, próximos do PSOE).

2) A Prisa é proprietária da TVI, dirigida por Sérgio Figueiredo.

3) A TVI emite uma notícia falsa sobre o BANIF que provoca a este a perda de, pelo menos, mil milhões de euros (1.000.000.000 €) em poucos dias.

4) O BANIF entra em colapso.

5) O Santander “oferece-se” para comprar o BANIF a preço de saldo.

 

Estou a ver Sérgio Figueiredo, o auto-assumido amigo e admirador de Sócrates e antigo administrador da Fundação EDP, com a maior cara-de-pau fazer em directo um exercício de desfaçatez perante José Alberto Carvalho, o pivot que sempre tem estado umbilicalmente ligado a gentes do PS. Que não são eles os protagonistas, diz ele com olhar suplicante. Claro que não.

Não vou repetir por minhas palavras o que outros já disseram bem


“Toca mesmo a comédia a pseudoentrevista para limpeza de imagem de uma criatura mitómana que está mergulhada em sucessivos casos suspeitos de “mão na lata”. Mas ainda mais engraçado é pô-lo a comentar o País depois de o ter deixado na bancarrota. Infelizmente, isto não é suficientemente bom para fazer rir. Só consegue surpreender, e, mesmo assim, raramente. Já conhecemos a criatura.”

Manuela Moura Guedes

O dia em que votei em Garcia Pereira

Consigo precisar: foi no dia 14 de Janeiro de 2001 – as segundas presidenciais Sampaio.

 

Nunca me tinha abstido até aí e fazê-lo não era opção que me atraísse. Sampaio não me inspirava confiança com o seu ar de sonso que passa pelos pingos da chuva – como bem recordamos, o futuro veio a dar-me razão. Ferreira do Amaral era apenas um cordeiro sacrificial para o PSD marcar presença; Abreu o funcionário comunista que o PCP escolhera para se sentar numa cadeira; o onírico Rosas foi o Abreu do Bloco. No meio desta gente, o camarada Garcia, eterno candidato do MRPP a tudo o que é eleição e com quem eu nunca partilhei uma única opinião política, pareceu-me o único candidato com alguma genuinidade. Garcia Pereira, se assim o quisermos entender, era o Alencar do meu Ega. Portanto, optei pelo voto inútil.

 

Faz-me, por isto, um bocado de impressão todo este processo que desaguou na sua demissão do partido pelo qual sempre deu a cara. É, contudo, também verdade que este é o retrato fiel dos grupúsculos de estrema-esquerda: como pressupõem a verdade absoluta daquilo que defendem, se perdem a culpa só pode ser do mensageiro – pois a mensagem, essa, nunca está errada.

 

Não faz mal: Pacheco Pereira há muito que se perfila para tomar o seu lugar.

Oh senhora acidentada, desapareça!

A história conta-se de uma penada: na tarde de quinta-feira, o carro (pago com os nossos impostos) onde seguia o velho Soares abalroou, ao mudar de faixa, a viatura de uma senhora (jurista na Câmara Municipal de Lisboa). Perante o nervosismo da senhora, o motorista (pago com os nossos impostos), acatando as manifestações de pressa de Sua Alteza Soárica El-Rei D. Soares, atirou displicentemente pela janela um papel com o número de telemóvel (desligado) e largou a toda a brida.

Alguém ouviu alguma coisa de especial sobre o assunto? Com excepção do Correio da Manhã que fez jornalismo sobre ele, alguns outros (poucos) meios de comunicação social limitaram-se a retransmitir cobardemente a notícia como uma pequena nota de rodapé que esqueceram imediatamente. Parece que o JQT (jornalismo que temos) não acha de interesse público que o geronte Soares, que se faz transportar diariamente num automóvel pago por todos nós, incite o seu motorista pago por todos nós a abandonar o local de um acidente que provocou, deixando como única forma de contacto um número de telefone que está sempre desligado. O JQT também não acha relevante que, quando questionada sobre o assunto, a assessora paga por todos nós do Imperador Soares “não tenha nada para dizer”.

O JQT também não acha digno de interesse que a senhora jurista da Câmara de Lisboa, que no próprio dia relatara os factos aos jornalistas, tenha algum tempo depois “reflectido” e se mostrasse contra a publicação de notícias, classificando agora como “um pequeno incidente de viação” o que antes a enervara até às lágrimas.

Acontece que a notícia não é sobre um “pequeno incidente de viação”. Sê-lo-ia se, a seguir, tivesse acontecido o normal nestas circunstâncias: as partes preencheriam a declaração amigável, trocariam contactos ou esperariam pela polícia. O sucedido, pelo contrário, foi uma das partes, precisamente a parte com “influência”, dizer com grosseria que se tinha de “despachar” e abandonar o local de um acidente que acabara de provocar sem manifestar qualquer sinal de preocupação pela condição em que se encontrava a acidentada – ou por aquilo que está escrito na lei.

Noutros tempos, se um azarado ficava esmagado pelo rodado de uma carruagem da nobreza, podia-se dar por satisfeito se um par de moedas fosse lançado pela janela. Hoje, com uma lei que é, supostamente, igual para todos, lança-se pela janela um número de telemóvel incontactável.

Soares é, como sempre foi, intocável. Soares sabe-se acima da lei e do escrutínio público porque o nosso jornalismo, sabujo e obediente, fecha os olhos a todo e qualquer comportamento prepotente e mafioso deste nosso auto-proclamado “pai da democracia”.

Mais uma promessa de Soares fechada na gaveta

Os trabalhadores (serão mesmo?) do Metro irão fazer três dias de greve parcial na próxima semana, de 9 a 11. Curiosamente, são os dias a seguir ao feriado, mas não vamos lançar suspeições de conveniência. Ora é o PS que está no governo – mas não dizia o geronte Soares, ainda há meio ano, que “com o PS no governo não haveria mais greves”?