Arquivo da Categoria: lixo

Não acredito em bruxas, mas que as há, há!

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1) O Santander é um dos principais accionistas da Prisa. (Ambos são, por acaso mas só por acaso, próximos do PSOE).

2) A Prisa é proprietária da TVI, dirigida por Sérgio Figueiredo.

3) A TVI emite uma notícia falsa sobre o BANIF que provoca a este a perda de, pelo menos, mil milhões de euros (1.000.000.000 €) em poucos dias.

4) O BANIF entra em colapso.

5) O Santander “oferece-se” para comprar o BANIF a preço de saldo.

 

Estou a ver Sérgio Figueiredo, o auto-assumido amigo e admirador de Sócrates e antigo administrador da Fundação EDP, com a maior cara-de-pau fazer em directo um exercício de desfaçatez perante José Alberto Carvalho, o pivot que sempre tem estado umbilicalmente ligado a gentes do PS. Que não são eles os protagonistas, diz ele com olhar suplicante. Claro que não.

O lixo e a cidade

Numa empresa em que trabalhei, circulava uma história sobre um nosso colega (e, com um bizarro orgulho, nunca desmentida pelo próprio) segundo a qual após uma noite de farra colectiva, ele terá telefonado perto da hora de almoço a justificar-se por ter faltado de manhã:

 

– Desculpem lá, mas deixei-me dormir e só acordei agora.

 

Ao que lhe responderam:

 

– Está bem, nós já estávamos a ficar preocupados. Mas então e ontem, porque é que não vieste?

 

Veio-me esta história por causa daquilo que leio no Público:

 

Greve dos trabalhadores de recolha faz lixo acumular-se nas ruas de Lisboa.


(Imagem: Público)

 

A minha resposta é: está bem, mas então e nos outros dias todos, qual é a justificação?

 

Quem leia esta notícia do Público, ainda pode ficar com a ideia de que Lisboa, em condições normais, é uma autêntica cidade-sol, rebrilhante de higiene. Claro que basta andar um pouco pelas ruas para se perceber como estamos muito longe dessa ficção. A relação desta gestão(?) camarária com o lixo sempre tem sido bastante disfuncional – a começar pela peregrina ideia de colocar um camião a fazer a recolha do lixo no Chiado a meio da tarde, quando as ruas estão cheias de visitantes e o comércio está no pico.