All Hail Centeno

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Centeno surpreendeu tudo e todos com o esboço do orçamento de Estado para 2016. Porquê? Porque prevê uma revisão em baixa do défice de 2015 para 2,6% e, sabe Deus como, um crescimento do PIB de 2,1%(!) em 2016 acompanhado de uma redução da dívida pública para 126% do Produto Interno Bruto. 

 

Importa recordar que tudo isto sucederá paralelamente à reposição dos cortes salariais na Função Pública, redução do horário de trabalho para 35 horas, reposição dos feriados, aumentos de pensões (ainda que vestigiais), reversão das concessões dos transportes, negociação com os donos da TAP para controlo da maioria do capital da empresa (custos desconhecidos), entre outros mimos para adoçar a boca ao eleitor.

 

Com olhos no futuro, Centeno é o homem certo para mediar e resolver o conflito israelo-árabe, converter os militantes do estado islâmico à fé cristã, acabar com o flagelo da fome no Mundo ou provar que o Elvis está mesmo vivo. Depois de executar um orçamento com estas premissas, o céu é o limite!

Das presidenciais

Começo por afirmar, sob pena de crucificação, que simpatizo com a figura de Marcelo Rebelo de Sousa. É diferente de afirmar que considero ter o perfil ideal para Presidente da República, mas simpatizo com a figura.

 

Estas eleições presidenciais são diferentes de todas as anteriores. O perfilamento de figuras caricatas que se propõem, à esquerda, ocupar o Palácio de Belém sugere um desrespeito indigno pelo cargo maior da democraca portuguesa. Do vácuo confrangedor de Sampaio da Nóvoa à mimadice birrenta da pequena burguesa Marisa Matias, safam-se Vitorino Silva, o calceteiro Tino, o único preocupado em apresentar ideias, mantendo um discurso coerente e Henrique Neto, um homem aparentemente sério, embora politicamente seja pouco mais do que um arredondamento.

 

Todo o restante visco tem apenas uma preocupação em mente: atacar Marcelo. Ataques pessoais, vis, mesquinhos, que dizem mais sobre quem os profere do que sobre o seu objecto. Da hiperactividade aos apoios políticos do pai de Marcelo, ouvimos um pouco de tudo. Sempre num registo raso e desprezível, característico desta esquerda que engoliu o garfo e se sente novamente legitimada para rotular de fascistas todos aqueles que não se revêem nesta mole imunda de gente empenhada em incendiar Portugal, para depois fazer nascer das cinzas uma deformidade vermelha aberrante, que tão bons resultados tem alcançado noutras latitudes.

 

Esta será, e é triste dizê-lo, a principal razão pela qual votarei em Marcelo Rebelo de Sousa. Apraz-me ter a garantia de que, pelo menos, no final do seu mandato, a cadeira onde se senta no Palácio de Belém estará razoavelmente limpa.

Pessoal e intransmissível

O pequenino César dos Açores revelou o segredo menos escondido desde os seios de Cicciolina: que dá o seu apoio “pessoal” ao inexplicável Sampaio da Nóvoa. Afirma também que o PS “faz muito bem em não ter uma posição oficial de apoio a qualquer dos candidatos”. Fui dar uma olhada aos mandatários e apoiantes “pessoais” de Nóvoa. Só para citar alguns:

Correia de Campos
Gabriela Canavilhas
Isabel Moreira
Rui Vieira Nery
Rosa Mota
Carlos Lopes
Miguel Vale de Almeida
Lídia Jorge
António Pedro Vasconcelos
António Arnaut
Ana Gomes (deixou de ser altura de Portugal ter uma mulher presidente?)
Mário Soares
Jorge Sampaio
Augusto Santos Silva
Edite Estrela
Inês de Medeiros
João Galamba
Jorge Lacão
Vieira da Silva
Capoulas Santos
João Cravinho
José Carlos de Vasconcelos
(e etc, etc, etc…)

 

Esta lista de horror[es] que apoia[m], a “título pessoal”, o enevoado Nóvoa, mais não é que o PS histórico, o PS institucional e o habitual ramalhete de “independentes” eternamente pendurados na lapela do PS estatal. Mas que não haja dúvidas: o PS não tem posição oficial sobre os candidatos.