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Pelas razões erradas

O livro de valter hugo mãe (em minúscula por respeito à grafia do próprio) “O Nosso Reino”, que tem despertado muita polémica por, tendo conteúdo sexual e/ou violento, fazer parte das leituras recomendadas a alunos dos 7º ao 9º anos de escolaridade, deixará de ser recomendado. Na verdade, o que me choca mais não é o facto de um livro onde se pode ler:

“(…) E a tua tia sabes de que tem cara, de puta, sabes o que é, uma mulher tão porca que fode com todos os homens e mesmo que tenha racha para foder deixa que lhe ponha a pila no cu.”

ter sido colocado nas leituras para alunos de 13 anos. O mais chocante, para mim, é mesmo que haja um conjunto de paineleiros a achar um livro de valter hugo mãe “uma obra de qualidade”.

Fumar canabis tem efeitos nocivos no cérebro

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Noutras circunstâncias, eu diria que esta talhada de laurinda-alvice de Catarina Martins é um fartote de riso. Só que as circunstâncias actuais são esta criatura ser um dos pontas-de-lança da esquerda-nefelibata que marca o ritmo da esquerda-oportunista que finge governar. O que Costa está a fazer para safar a sua gordurosa pele política vai-nos custar muito, muito, muito caro – e vai-nos tornar a chacota da Europa.

Cortesia inter pares

A Federação Nacional da Educação (FNE) discorda da prova de acesso à carreira docente nos moldes propostos pelo Ministério (acrescentaria eu, em quaisquer moldes propostos pelo Ministério). João Dias da Silva, o seu secretário-geral, quer garantir que “os professores no sistema educativo estejam definitivamente dispensados da realização de uma prova desta natureza”. Para a FNE:

 

(…) os professores que têm “servido o sistema educativo e que têm tido a classificação de bom não devem realizar esta prova e devem ser dispensados”.

 

O que acho particularmente interessante nesta posição da FNE, e do seu secretário-geral, é que parece ter sido pensada à medida do secretário-geral da Fenprof Mário Nogueira, o professor efectivo no Agrupamento da Pedrulha e que foi avaliado com “Bom” – apesar de não pisar uma sala de aula há mais de 20 anos. 

 

Repito: a FNE não se importa que alguém que não dá aulas há mais de 20 anos, e foi avaliado com um Bom, não pela sua actividade docente, mas com base num relatório que elaborou de toda a sua actividade de sindicalista, acções de formação que realizou, conferências e congressos em que participou, artigos que escreveu na comunicação social – tenha acesso directo a uma turma sem prestar provas de capacidade pedagógica.

Sobre os professores [2]

Sempre achei interessante: Nuno Crato é um professor, investigador, divulgador científico e tem obra publicada sobre Educação. No entanto, para os professores, é alguém que não sabe o que diz. Os professores preferem seguir cegamente, como se fosse o flautista de Hamelin, alguém que não dá uma aula há mais de 20 anos e de quem não conheço uma linha sobre pedagogia – mas muitas sobre “reivindicações”.

Pequeninos homens de amanhã

Pedro Passos Coelho foi à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Claro que houve circo.

 

Algumas alunas, diz o Público, empunhavam cartazes onde se lia, entre outras coisas, “Quero o meu país de volta”. O que me ocorre, de imediato, é questionar porque não vão as tais alunas exibir este cartaz à porta da pessoa que, de facto, entregou o país aos credores e fugiu logo a seguir para Paris.

 

Mas o mais burlesco foi a exibição por alguns grunhos desta linda encenação:

Nem de propósito: o Público também noticia que, em 2011/2012, reprovaram no 12º ano mais 6,4% dos alunos do que em 2009/2010, “o que se ficará sobretudo a dever à maior exigência dos exames nacionais”. Como se vê pelo que está exposto acima, tal acréscimo de exigência já vem dois ou três anos atrasado.