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O Diabo está nos detalhes

São publicados textos a explicar as duas razões que tramaram Miguel Relvas – e depois mencionam apenas uns detalhes jurídicos.

 

Sejamos honestos. As duas razões que tramaram Miguel Relvas foram: termos um primeiro-ministro chamado Pedro Passos Coelho que, perante dúvidas sobre o currículo académico do seu braço-direito político, deu carta-branca ao ministro da Educação para fazer uma investigação séria; e termos um ministro da Educação chamado Nuno Crato que, incumbido de tal tarefa, não hesitou em agir em conformidade e decretar a nulidade do diploma daquele que era – repito – tão somente o braço-direito político do seu primeiro-ministro.

 

Comparemos: quando o currículo académico do primeiro-ministro Sócrates esteve sob escrutínio, ele “ordenou” ao ministro Mariano Gago uma “investigação” – e este inventou uns pretextos manhosos para fechar a universidade em questão e enterrar as informações relacionadas com o caso.

 

No fim de tudo, o que fica é isto: durante quatro anos tivemos um primeiro-ministro e um ministro da Educação íntegros; nos seis anos antes, tivemos um manhoso como primeiro-ministro e um pau-mandado como ministro do ensino superior.

Não vou repetir por minhas palavras o que outros já disseram bem


“Toca mesmo a comédia a pseudoentrevista para limpeza de imagem de uma criatura mitómana que está mergulhada em sucessivos casos suspeitos de “mão na lata”. Mas ainda mais engraçado é pô-lo a comentar o País depois de o ter deixado na bancarrota. Infelizmente, isto não é suficientemente bom para fazer rir. Só consegue surpreender, e, mesmo assim, raramente. Já conhecemos a criatura.”

Manuela Moura Guedes

Factos? Quais factos?

A defesa do antigo líder socialista [José Sócrates] interpôs uma providência cautelar para impedir a divulgação de factos do processo por parte do jornal “Correio da Manhã” e da revista “Sábado”.

 

Mas… mas… mas então tudo aquilo que vinha sendo noticiado não era mentira? Mas João Araújo não dizia, ainda há um punhado de dias, que “não há um único facto concreto”?