(Ana Gomes no Twitter)
Ana Gomes, claro. A mesma Ana Gomes que em Janeiro, quando do ataque ao Charlie Hebdo, tuitou que o terrorismo era resultado da austeridade, usa agora a tragédia de Paris como aríete para insistir numa rápida decisão de Cavaco Silva a favor do putativo governo de Costa. Se, em Janeiro, alguém que não conhecesse o seu palmarés poderia benevolamente pensar que a voluntariedade da criatura a impedia de ponderar aquilo que escrevia, esta reincidência na chafurda só permite concluir que a coisa é isto mesmo: boçal e sem escrúpulos para usar a tragédia alheia como argumentário na luta partidária.
Adenda: gosto sempre de ver como o aroma do poder muda as convicções pessoais de alguma gente. A mesma Ana Gomes que, perante o vergonhoso resultado de Costa nas legislativas, lacrimejava o seu estado de choque e exigia reflexão, sente agora urgência numa putativa entronização do mesmíssimo Costa que obteve tal resultado.




