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A eterna tentação da esquerda de meter o bedelho naquilo que não lhes diz respeito

O PS quer impor às empresas cotadas em bolsa um mínimo de 1/3 de mulheres nos seus conselhos de administração. Imagino que, se as empresas não tiverem como cumprir tais quotas, podem pedir ao próprio PS que forneça várias das suas militantes para os lugares em falta.

 

Mas o que raio tem o governo a ver com quantas mulheres, ou homens, ou indecisos, as empresas privadas cotadas na Bolsa têm na gestão? E que legitimidade tem este PS para impor, ao sector privado, 1/3 de mulheres nas administrações, quando o seu próprio governo é constituído por menos de 1/4 de ministras?

Inatel, a casa de repouso do PS

Inês de Medeiros e Francisco Madelino, respectivamente deputada do PS e antigo presidente do IEFP durante o governo PS/Sócrates, foram nomeados pelo ministro do PS Vieira da Silva para a administração do Inatel. A presidência, até agora, era de Fernando Ribeiro Mendes, antigo secretário de estado de um governo PS. Na presidência também já esteve Vítor Ramalho, eterno soarista e constante passageiro do poder PS.

Pessoal e intransmissível

O pequenino César dos Açores revelou o segredo menos escondido desde os seios de Cicciolina: que dá o seu apoio “pessoal” ao inexplicável Sampaio da Nóvoa. Afirma também que o PS “faz muito bem em não ter uma posição oficial de apoio a qualquer dos candidatos”. Fui dar uma olhada aos mandatários e apoiantes “pessoais” de Nóvoa. Só para citar alguns:

Correia de Campos
Gabriela Canavilhas
Isabel Moreira
Rui Vieira Nery
Rosa Mota
Carlos Lopes
Miguel Vale de Almeida
Lídia Jorge
António Pedro Vasconcelos
António Arnaut
Ana Gomes (deixou de ser altura de Portugal ter uma mulher presidente?)
Mário Soares
Jorge Sampaio
Augusto Santos Silva
Edite Estrela
Inês de Medeiros
João Galamba
Jorge Lacão
Vieira da Silva
Capoulas Santos
João Cravinho
José Carlos de Vasconcelos
(e etc, etc, etc…)

 

Esta lista de horror[es] que apoia[m], a “título pessoal”, o enevoado Nóvoa, mais não é que o PS histórico, o PS institucional e o habitual ramalhete de “independentes” eternamente pendurados na lapela do PS estatal. Mas que não haja dúvidas: o PS não tem posição oficial sobre os candidatos.