A piada é tão fácil que nem vou fazê-la…

… e Guterres, finalmente, lá revelou o segredo mais mal disfarçado da História dos Segredos: que está danadinho para se candidatar às próximas presidenciais. Alguém tinha dúvidas?
Sinceramente, não entendo a polémica criada em torno da vitória de Conchita Wurst no Festival da Eurovisão.
Pessoalmente, acho a personagem aberrante. No entanto, não creio que a finalidade da competição seja avaliar preceitos estéticos. Se o objectivo último é avaliar e premiar talento, então o intérprete até pode ser alguém tão medonho como Ana Gomes que, para além de barba, é senhora de uma portentosa queixada.
Entretanto, no Império Russo, os camaradas comunistas brindam-nos com mais uma pérola democrática:
O deputado comunista Valeri Rachkine apelou às autoridades russas para abandonarem o concurso da Eurovisão e organizarem uma competição paralela, que seria designada como “Vozes da Euro-Ásia”.
Tudo está bem quando acaba bem.

Em 1998, foi a transsexual israelita Dana International (imagino que isto não tenha contribuído para um aumento de popularidade de Israel entre a vizinhança). Em 2006, foram os diabos finlandeses Lordi. Este ano, foi a mulher barbuda que chegou da (por norma) entediante Áustria. Se eu quisesse ser mauzinho, diria que isto já vem desde 1988, quando a Suíça nos entregou Celine Dion.
Independentemente da qualidade artística dos citados (e, como há décadas que não acompanho o Festival, estou pronto a aceitar estarmos perante os novos Leonard Cohen), pergunto-me se não haverá aqui mais do que uma coincidência. Estará o Festival da Eurovisão, desde sempre um decadente certame de piroseira, a premiar a qualidade musical das canções – ou o circo mediático capaz de ser gerado pelos concorrentes?
Talvez Portugal, que sempre se queixa de pouco sucesso neste evento, devesse apresentar no próximo ano – um dueto de irmãs-siamesas.
Com algum atraso, li que António Costa “emprestou” as chaves de Lisboa à sua homóloga de Madrid. Tivesse ele também emprestado a gestão de Lisboa – e podia ser que, finalmente, o flagelo do lixo nas ruas fosse resolvido.
A Sic-Notícias afirma: Organização do ano le[c]tivo criticada por Fenprof e FNE. Ora… a Sic-Notícias até poderia já noticiar “Organização do ano lectivo 2019/2020 será criticada por Fenprof e FNE”.
Se o Governo tenta cumprir o que prometeu e o Tribunal Constitucional obriga a fazer o contrário, é o Governo que é malsão. Se o Governo vai contra o que prometeu para seguir a linha que o Tribunal Constitucional exige, é o Governo que é malsão.
Um pouco mais a sério: o Tribunal Constitucional já mostrou não querer medidas de consolidação orçamental pelo lado da despesa. Os senhores do TC, muita gente da Oposição e mesmo alguma do lado do Governo, parecem seguir a filosofia de Sir Humphrey Appleby que afirmava algo como “a eficácia dos serviços públicos está na razão directa da quantidade de dinheiro que conseguem desperdiçar”.
Do que é que se estava à espera? Eu, no mínimo, de menos aselhice na comunicação governamental.
Sobre Vasco Graça Moura, pessoa por quem eu tinha bastante simpatia, Maria Teresa Horta, ao lamentar a morte do amigo, disse que sempre considerou “inexplicável que um homem como o Vasco fosse de Direita”. Para ela, “era contranatura”.
Já eu, ao ler coisas destas, não conseguiria imaginar de Maria Teresa Horta outra coisa que não ser de Esquerda.
Estreou, na passada Quinta-Feira, o filme “Marretas Procuram-se“.
Na Sexta-Feira, no Largo do Carmo, o filme ter-se-á chamado “Marretas encontram-se“.