Parece que Manuela Moura Guedes abandonou em directo o programa “Barca do Inferno”. Gostaria de saber quem achou ser serviço público um programa de debate entre Isabel Moreira, Manuela Moura Guedes e Raquel Varela (sobre Sofia Vala Rocha não me pronuncio por desconhecimento) e moderado por essa sumidade do humor de riso de boca fechada e sem gargalhada de nome Nilton?
A pulseira do 44
Sócrates recusa ir para prisão domiciliária e diz porquê em mais uma carta. Eu não a li – prefiro ler os livros comprados na Feira do Livro que sempre são melhor ficção. Contudo, é óbvio o porquê de ele não querer ir para prisão domiciliária: em Évora, está a comer à conta do contribuinte; em casa, estaria a comer às suas custas. E como bem sabemos, Sócrates é uma pobre pessoa sem meios, tanto assim que até teve de pedir um empréstimo para ir estudar para Paris.
O milagre do Rosas
Qual é a pressa?
Não percebo para quê a pressa em pagar. Mais ano, menos ano, o próximo governo PS irá voltar a pedi-los.
Jesus atravessando a 2ª circular
Eu já estava convicto de que o Benfica é um clube dirigido por um mafioso – e que o Porto é um clube dirigido por um mafioso. Agora, em sendo verdade todo este lamentável processo que vai pingando pelos jornais, tenho a confirmação de algo de que há muito desconfiava: o Sporting é um clube dirigido por um canalha.
O Expresso
O Expresso foi o jornal que, em Fevereiro de 2011, garantiu que o FMI já não vinha:
O Expresso foi o jornal que, em Abril de 2013, garantiu que o FMI vinha aí outra vez:
O Expresso foi o jornal que, em Dezembro de 2012, pela pena de Nicolau Santos, garantiu que Artur Baptista da Silva era um alto quadro da ONU, economista encartado e uma voz que devia ser ouvida pelo Governo:
O Expresso é o jornal que, em Junho de 2015, garante que Jorge Jesus irá para o Sporting e expõe os contornos do acordo como se tivesse estado na mesa de negociações:
Perante isto, e até ler declarações em contrário do treinador, do Sporting e do Benfica, vou assumir que Jorge Jesus já assinou a renovação com o Benfica.
Falta de paciência (2)
António Costa considera “dramática” a situação do emprego em Portugal. O desemprego em Abril/2015, governo PSD/PP e após um doloroso ajustamento, desceu para 13%; em Abril/2011, governo PS pré-bancarrota e após esbanjamentos eleitoralistas, estava em 12,4%. Gostaria que algum jornalista lhe perguntasse o porquê de estes 0,6% de diferença fazerem, para António Costa, a separação entre “herança de que se orgulha” e “situação dramática”.
Fartinho
Mais uma razão
Como se não houvesse suficientes, João Galamba deu-nos mais uma razão para desejarmos a prisão de Sócrates:
Se não fosse Sócrates, provavelmente não teria entrado para a política.
Vou-vos fazer uma oferta que não podem recusar…
Se ganhar as próximas eleições legislativas, o Partido Socialista vai querer reabrir negociações com o vencedor da privatização da TAP. E forçá-lo a baixar a participação comprada de 61% para 49%, de modo a manter o controlo da transportadora aérea em mãos do Estado. [in Expresso]
Quando governava, o PS fez um acordo com entidades que emprestaram dinheiro ao Estado. Passou à oposição e negou imediatamente os acordos que assinara meses antes, chegando a dizer, pela boca de Pedro Nuno Santos e quejandos, “não pagamos e os joelhos deles até tremem”. Agora, o PS ameaça “reabrir negociações” com quem quer que compre a TAP ao Estado, “forçando-os” a baixar a participação comprada.
Torna-se evidente que o PS não dá particular importância à palavra do Estado. Honra lhe seja feita, não se mostra preconceituoso: quer seja dada por si, quer seja dada por adversários, a palavra do Estado não é coisa para ser levada a sério. Repudia aquilo que deixou como herança – e repudia aquilo que herda.
Isto já seria mau, mas piora quando leio expressões como “querer reabrir negociações” e “forçá-lo a baixar a participação comprada”. “Forçar”, segundo o dicionário Priberam, pode significar:
– Exercer força contra;
– Entrar à força em;
– Obrigar, constranger;
– Violentar.
O que acontece se o outro lado não quiser “negociar” com o PS, uma vez que as condições do acordo de venda serão já definidas? Que armas pretende usar o PS para “forçar” uma entidade que adquiriu uma transportadora a abdicar de parte da sua participação e, mais importante, do controlo daquilo em que investiu muito dinheiro? O PS ameaçará represálias usando o seu peso de controlador do Estado? Sugerirá que não acatar o “pedido” implicará “dificuldades acrescidas” em futuros negócios? Ou irá comprar parte da participação, dessa forma enterrando mais dinheiro do contribuinte nas suas ideias estapafúrdias daquilo que é o papel do Estado?
Esta gente é perigosa, muito perigosa, e comporta-se como mafiosos.






