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Henrique Neto está enganado

Henrique Neto, em entrevista na TVI24, diz que “O grupo que apoiou Sócrates tem má consciência”. Henrique Neto está enganado – duplamente enganado. O gangue que apoiou Sócrates não tem má consciência mas sim mau carácter – e, de resto, aquela gente não tem sequer consciência para a ter má.

Sentado no Sol

O ex-Querido-Líder José Sócrates veio a público garantir-nos que António Costa não é vaidoso nem ambicioso. Aliás, Sócrates até diz que é uma vergonha pensarmos isso. Mas será Sócrates, realmente, a pessoa adequada para ver a vaidade ou ambição de outrém? Sócrates está na mesma posição de alguém sentado na superfície do Sol: a luz deste ofusca tudo o resto e é impossível ver o ténue brilho das estrelas.

Conversas em família

… e, de repente, os defensores de Sócrates acham que, numa sessão de comentário, um jornalista está ali só para lançar os temas ao comentadeiro e controlar o tempo. Seria assim como um teleponto glorificado, facilmente substituível por um papagaio bem treinado – ou uma buzina e umas folhas de papel seguras com um calhau.

Sócrates e a dissociação da consciência

 

Analisemos as seguintes declarações:

“O primeiro-ministro criticou a proposta (…) de reestruturar a dívida portuguesa, dado que isso significa um “calote aos credores e significaria que Portugal passaria a fazer parte da lista negra”. (…) reestruturar uma dívida significa pagar um preço em miséria, desemprego e falências e, pior do que isso, significa pôr em causa o projecto europeu e a moeda única.”

E agora analisemos estas:

“Teria assinado o manifesto (que defende a reestruturação da dívida), porque estou de acordo com ele”

As primeiras pertencem a Sócrates, em 2011, quando ainda era primeiro-ministro. As segundas também (!), tendo sido proferidas no seu magazine domingueiro, em pleno 2014. Sócrates, o bandoleiro, está a perder qualidades: já demora 3 anos a dizer uma coisa e o seu contrário.

 

Eusébio e coisas menores [2]

Portugal venceu a Coreia do Norte por 5-3, naquela que terá sido uma das mais memoráveis exibições de Eusébio com a camisola das quinas, no Mundial de 66. Com 3 golos de vantagem, os coreanos não conseguiram suster o ímpeto luso e escreveu-se uma das páginas mais douradas do futebol português.

 

Este jogo é, mais importante que tudo, a memória mais marcante que Sócrates tem de Eusébio. Com uma lágrima no canto do olho, o socialista lembra-se como hoje de ir a caminho da escola e, aqui e ali, ouvir os populares festejarem os golos da reviravolta. Sócrates chegou à escola, nessa gloriosa tarde de sábado, 23 de Julho de 1966, certo da vitória de Portugal.

 

Ficámos a conhecer, desta forma, onde começou a inclinação de Sócrates para estudar ao fim-de-semana.

Sobre Sócrates no Expresso [4]

“Nem sabia que existiam vidas assim, vidas tão boas. Nunca tinha tido uma vida dessas.”


Este notável cavalheiro, depois de ter deixado um país na penúria e ter o seu nome associado a múltiplos casos cinzentos, teria feito bem melhor em seguir a sua vidinha de forma razoavelmente discreta. Mas não! Sócrates, vaidoso patológico e como qualquer provinciano que se apanha com dinheiro e/ou poder, exibe-se numa ostentação decadente. Sócrates acha a sua vida em Paris “tão boa” e “não sabia que existiam vidas assim”, ele que fazia safaris no Quénia enquanto o país ardia e férias em Menorca, caía nas neves da Suíça, descansava uns dias no Pine Cliffs Resort e, last but not least, comprava os seus fatinhos na Bijan.