Aquivos por Autor: António Pinto
Igualdade, mas pouca
Os juízes do Tribunal Constitucional, que formam o aparente conselho de sábios que utilizou o princípio da igualdade para chumbar algumas das normas do OE 2013, nomeadamente as respeitantes aos funcionários públicos e pensionistas, são os mesmos que se podem reformar aos 40 anos com apenas 10 de serviço. Pertencem, também, à classe que ficou de fora da actualização da idade da reforma na Função Pública, mantendo-se esta, no caso dos juízes, nos 61 anos.
Quem decide sobre a igualdade dos outros não pode, obviamente, ser igual aos outros.
E não é que vai haver corte na despesa?
Estou curioso para conhecer a reacção do líder da oposição, mais logo,na sua homília semanal na RTP.
Old habits die hard!
É mais forte do que ele. Depois de afirmar, no decorrer da sua tentativa de ressurreição mal amanhada, que só tinha uma conta, há mais de 25 anos, na CGD, o nosso filósofo ex-emigrante viu cheques seus serem encontrados numa escrivaninha abandonada numa quinta ribatejana. E das duas uma: ou os cheques da CGD sofreram um “restyling” radical ou o traiçoeiro do Alijó foi, uma vez mais, apanhado a mentir. Estou mais inclinado para esta última hipótese.
Ficámos, ainda, a saber que as modestas poupanças que foi arrecadando deram para, pouco depois de ter sido destronado, adquirir um Mercedes Classe S novo, pois claro, no valor de €95.000, e que o empréstimo que conseguiu obter, de forma miraculosa, sem garantias (algo que só está ao alcance de predestinados), deu para viver aqui. Magnifique!
Relvas sai pela porta pequena
Relvas saiu do Governo. Não faz falta. Foi, desde o início, um espinho cravado na credibilidade que se exige a um Governo em funções numa fase tão delicada da história do País. Faltou-lhe, também, a coragem de lidar com alguns dossiers com a dureza que era necessária. O monstro chamado RTP e os caciques municipais são disto óptimos exemplos. Acobardou-se e sai pela porta pequena.
Também sai, ao que parece, sem a licenciatura. Será que o mesmo vai suceder ao novo comentador-estrela da RTP, ou facto de ter ordenado o encerramento da Universidade vai trazer os seus dividendos?
João quase na “mouche”
O louco de Paris
Assistimos, hoje, a um espectáculo deplorável. Sócrates provou que vive numa bolha, alheio a tudo o que os factos acabaram por provar. O desplante do homem roça a sociopatia. Só alguém desligado da realidade fala das PPP’s com a leviandade com que Sócrates o faz. Só um psicótico aborda a evolução da dívida com a cara de pau mentirosa apresentada pelo exilado de Paris.
Sempre achei que Sócrates era falso, trapaceiro, perigoso e intimamente desonesto. Agora, acho que é louco.
Sócrates, o criminoso profissional
Não há volta a dar: o fugitivo de Paris é um criminoso profissional. Homem de cartel, de verbo fácil e venenoso. É desesperante isto estar a acontecer numa televisão financiada com dinheiros públicos.
A associação de moradores
A uma Associação de Moradores pede-se que seja um veículo das preocupações dos moradores de um determinado bairro junto de quem de direito. Uma voz colectiva, necessariamente mais forte do que as vozes individuais que a compõem, que pugne por melhorias na qualidade de vida de uma determinada população.
Descobri, numa desventura cibernáutica que correu mal, isto. Um colectivo de imbecis, que decidiu auto-intitular-se Associação de Moradores de Monte do Tadeu / Santo Isidro – Bonfim, Porto, faz da internet e das redes sociais um campo de batalha político que, nos últimos tempos, se tem desfeito em loas ao regresso do refugiado de Paris. Esta “associação”, impulsionada por homenzinhos como este, produto das estufas da juventude socialista, fã de Sam the Kid e Shakira, dono de um invejável CV político (passou por todas as tasquinhas do politiqueiro profissional), não passa de uma pequena célula de uma organização de terrorismo político ao serviço daqueles que puseram Portugal de joelhos.
É este o tipo de política e político de que o país precisa?
Ainda a propósito do regresso de Sócrates
Trata-se de fogo amigo de Relvas ou este povo sofre mesmo de Síndrome de Estocolmo? Onde estão as plataformas, movimentos cívicos e agremiações igualmente “apolíticas”?




