Estou curioso para conhecer a reacção do líder da oposição, mais logo,na sua homília semanal na RTP.
Estou curioso para conhecer a reacção do líder da oposição, mais logo,na sua homília semanal na RTP.
Seguro acusa Passos de falar dos números do desemprego de uma forma completamente insensível.
Passos não aprende. Um socialista teria afirmado exactamente o mesmo que Passos afirmou, mas com a voz embargada e uma lagriminha ao canto do olho. E tudo estaria bem.
Começou hoje a discussão na generalidade do Orçamento de Estado na Assembleia da República. Passos, rodeado de uma equipa jovem e competente, frequentemente acusada de ter falta de experiência política (o que, tendo em consideração o fosso que os nossos políticos experientes escavaram ao longo das últimas décadas, me soa ao mais aberto dos elogios), tem feito o que é preciso fazer. Tirar o Estado de cena enquanto player, liberalizar o mercado, abri-lo ao investimento externo sem obstáculos volumosos e poeirentos, impor ao Estado e, consequentemente, ao País, uma dinâmica de despesa que não ultrapassa o rendimento, são passos essenciais para recolocar Portugal no sítio em que um dia esteve.
O actual ajuste, “empobrecimento”, como lhe chamou o PM, é absolutamente indispensável, apenas colhendo de surpresa os incautos dada a Matrix em que temos vivido: os portugueses serão, ainda este ano, o povo da Europa com maior nível de consumo per capita na altura do Natal. Almoços fora todos os dias, jantares fora com regularidade, férias gloriosas todos os anos… nada disso é compatível com uma economia verdadeiramente sustentável. É lamentável que tenhamos vivido inebriados pelo crédito fácil ao longo de tantos anos, alimentados por uma máquina de propaganda de fazer inveja ao Terceiro Reich.
A factura chegou!