A melhor metáfora para a esquerda europeia acontece na Coreia do Norte…
Aquivos por Autor: António Pinto
The Horde
Basílio Horta voltou a mostrar o que é: um velho mal educado, politicamente repugnante, peçonhento, arrogante na sua nulidade e sobranceiro na sua ordinarice. Um velho vulgar e dispensável, lamentavelmente eleito para representar não se sabe quem, um velho triste e subserviente de uma cartilha, criada por políticos profissionais para políticos profissionais, que luta desesperamente para se agarrar, seja como for, ao “tacho”. Um velho inflado e encarnado, cheio até às suadas costuras de fel e amargura, que vai destilando à medida que trilha o seu tremendamente sinuoso percurso político.
Pedro Nuno Santos, o vice do cabelo “à Sócrates”, o homem que, seguramente inebriado, perdeu o super-ego e proferiu os disparates que se conhecem, apresentou-se ontem na AR e ousou defender a sua honra. A honra defende-se com acções e comportamentos, não com palavras vazias. Não está, por isso, ao alcance de canalhas caloteiros que acham perfeitamente legítimo utilizar a dimensão da dívida como uma forma de ameaça. Não se pode, no entanto, exigir mais a uma produção fictícia do socialismo moderno português, a uma figura cheia de nada que apenas se pode destacar pela sua flatulência verbal.
Zorrinho (uma versão apequenada e com olhos de carneiro mal-morto do Zorro?), afrontou a AR ao confrontar a sua Vice-Presidente, em pleno exercício de funções. Naquela postura desafiante de barraqueiro bem vestido, com aquele tom enervante de homicida que não confessa o crime, lá vai subindo a escada rosa, cada vez menos íngreme, por sinal.
Joana Amaral Dias juntou-se ao circo, restando saber qual é o seu papel, defendendo os seus colegas de partido (ainda o são, ou a senhora já mudou outra vez?). Afirmou que Pedro Nuno Santos tinha estado muito bem e deu a entender que a criatura aproximou o PS de uma ideologia de esquerda. Basta olhar para Joana Amaral Dias, debaixo da camada de betume que lhe cobre a face, para perceber que é uma mulher que defende firmemente os ideais de esquerda.
Isabel Moreira não merece atenção. É um zero!
A essência do PS
O partido socialista, nesta altura da sua existência sem rei nem roque, está, paradoxalmente, a mostrar a sua essência mais do que alguma vez se atreveu a fazer no passado. Primeiro, através do ex-líder despótico que, a partir do seu exílio dourado, afirmou, para quem quisesse ouvir, que a ideia de um Estado pagar a sua dívida é infantil. Agora, isto.
Uma frase como “Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses – ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos.”, proferida por um vice-presidente da bancada parlamentar da dita agremiação, diz tudo sobre ela. A dita bancada, que mais parece um painel de honra da Masnada napolitana, tem sido, aliás, pródiga neste género de atitude. Vejo agora que fui injusto ao afirmar que o ps de seguro não propõe medidas…
O Rocky Balboa da política portuguesa
Eu gosto do joão galamba. Não por causa da criatura em si, prepotente, deslocado e com tendência para dizer disparates, mas porque sei que me vai proporcionar momentos televisivos ou radiofónicos de grande satisfação.
Sucede isto porque, a seguir a cada intervenção sua, é justa e violentamente sovado pelo seu interlocutor, seja este o Governador do Banco de Portugal, o Ministro das Finanças, a Maria João Avillez ou um qualquer deputado a quem lhe apeteça descarregar as frustrações de um dia-a-dia enfadonho. João galamba é uma espécie de Rocky Balboa da política contemporânea portuguesa, mas sem as vitórias ou os fulgurantes momentos de glória: apenas o olhar vazio e a face ensanguentada após mais uma sova. Tal como Rocky, vai regressando para uma interminável sequência de combates que, ao contrário de Rocky, perde. Tal como Rocky, vai-se aguentando de pé depois de cargas indescritíveis de porrada.
E nós, aqui, a aplaudir e a torcer para que assim se mantenha. Enquanto houver galamba, há espectáculo.
A galeria dos horrores
Enquanto chafurdava no visco socrático, o João presenteou-nos com uma autêntica galeria de horrores.
A dívida eterna
Sócrates saiu do armário: as dívidas não se pagam!
M.A.D.
Primeiro, falou-se da necessidade de ajuda externa à Grécia, pronta e veementemente negada por quem de direito. Seguiu-se a ajuda externa à Grécia. Depois, falou-se da necessidade de ajuda externa à Irlanda, mais uma vez rejeitada pelas autoridades. Seguiu-se, como se sabe, a ajuda externa à Irlanda. Exactamente a mesma coisa se viria a passar com Portugal. Agora, a necessidade da moda que os “powers that be” têm vindo a ignorar é a inevitabilidade da ajuda externa a Itália e, a cereja no topo do bolo, o fim do Euro. Se a capacidade preditiva das sumidades que gerem a Economia do espaço europeu se mantiver com a precisão que a história recente nos mostra, então todos sabemos como tudo acabará.
Creio que está na hora de parar um pouco para pensar. A Europa entrou numa rotina incomportável de atirar com centenas de milhões de euros de um lado para o outro, como se nada significasse. São tempos loucos, nos quais líderes em transe, dominados por histerias eleitorais, vão lançando os europeus para o abismo. O sistema falhou. O actual modelo de organização política e social não responde à necessidades reais nem de pessoas nem de Estados. A partidocracia proto-democrata deu-nos algumas décadas de ilusões, que vamos pagar amargamente. Preocupam-me, acima de tudo, os movimentos anarquistas que se vão levantando do chão aqui e ali, pois no desespero até esses podem parecer uma solução às massas desvairadas. Preocupa-me Portugal, a Europa e o Mundo. Existe, dentro de cada sociedade, um insaciável desejo de destruição mútua por parte de grupos políticos, religiosos ou associados a outras classes. Não existem lideranças fortes, existem espantalhos que procuram eternizar-se agradando a uns e a outros, acabando por deixar uma pegada nefasta entre as hostes que deveriam ter protegido.
É o caminho errado. É o sistema errado. Quando tempo demoraremos a percebê-lo?
O estripador da Casa dos Segredos
Epá… É assim… Hmmmm… Não, não consigo dizer nada acerca do assunto!
A política desgasta
O balanço
Ontem, tudo aconteceu como tinha de acontecer: o sector dos transportes foi o único que levou a greve a sério, apesar das condições principescas de que gozam os seus trabalhadores, os piquetes de greve fizeram o seu habitual trabalho de sapa de intimidação descarada, mas sempre impune, sobre os colegas que pretendiam fazer aquilo que são pagos para fazer, quem violou as barreiras de segurança à frente da Assembleia da República foi veementemente convidado a recuar pela PSP (que não estava em greve) e os cartazes em tons de vermelho colocados por trás dos fossilizados líderes das centrais intersindicais caíram, simbolicamente, enquanto as ditas almas faziam um balanço imaginário daquilo que foi “mais uma jornada de luta”.
A greve institucionalizou-se e parece que o movimento dos “indignados” também. Mais atenção a este último: um grupo de jovens que aparenta não tomar banho há semanas, que nunca teria emprego em qualquer sociedade civilizada, mas totalmente cartelizado a nível europeu, pode ser portador de más notícias.

