Tenho ouvido e lido sobre este assunto “Franquelim Alves” com alguma displicência e desinteresse. Diz-se por aí que o Governo podia ter evitado este embaraço ao não nomear alguém envolvido no escândalo BPN.
Ontem, finalmente movido pela curiosidade, lá fui procurar alguma informação sobre o assunto. Franquelim Alves, se vi correctamente, foi para o BPN no final de 2007, um par de meses antes de Oliveira e Costa tentar fugir, e anos, muitos anos depois de cometido o grosso das fraudes que levaram à queda do banco.
A Oposição quer a cabeça de Franquelim numa bandeja. A Oposição diz que Franquelim, entrado em finais de 2007 para um posto algo lateral, é cúmplice – por acção ou inacção – no escândalo BPN.
Ora se é essa a posição da Oposição em relação a Franquelim, o que dizer de Vitor Constâncio, suposto fiscalizador do sistema bancário, sob cujo nariz se passaram todos – TODOS! – os factos criminosos, e nunca mostrou particular urgência no seu escrutínio, nem particular reconhecimento da sua negligência?
Eu não estou a defender a inocência de Franquelim Alves, até porque Miguel Relvas já o veio defender – e ser-se defendido por Relvas é sempre suspeito. Apenas afirmo que se ele é culpado por ter estado três meses sob a gestão de Oliveira e Costa, há por aí, em BCEs e Universidades, gente com muito maior e mais prolongada responsabilidade pelo estado a que o caso chegou – sem que à Oposição tal lhe mova um cabelo fora do sítio.

