Parece que a ASAE está a fazer menos recolhas de amostras alimentares (como se não houvesse outras entidades com competências para tal, como a DGAV). De pronto, José António Seguro, com o seu ar de puto birrento, veio exigir coisas. Exige esclarecimentos ao Primeiro-Ministro sobre o caso. Admite exigir esclarecimentos à ministra da Agricultura. Consta que já exigiu esclarecimentos à porteira do prédio. Seguro é peremptório: “Neste momento, o que é necessário é rapidamente tranquilizar os portugueses”.
E é verdade que reina uma grande intranquilidade nas ruas sobre este problema. Ao longo das praias, milhares de portugueses retorcem-se de preocupação. Ainda há pouco, quando fui à mercearia aqui do bairro, vi dois almeidas debaterem com consternação as possíveis consequências para a indústria dos enchidos.
Eu estou como Seguro: preocupado. Não se deve brincar com a comida – é um dos meus lemas. Eu estou intranquilo com a forma como este Governo tem gerido a actividade da ASAE e pretendo – não, exijo! – explicações do Primeiro-Ministro. E ele pode começar por esclarecer o que raio impediu o fecho imediato da ASAE, o desmantelamento da sua estrutura paramilitar e o desterro do lamentável António-Torquemada-Nunes para uma qualquer aldeia remota, onde se possa entregar alegremente à missão terrena de medir o tamanho dos caracóis servidos na tasca e a temperatura da água com que lavam os copos.