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Um a menos, faltam muitos mais

O luso-rambo Pedro Nuno Santos, o tal da “imagética rica” que sabia como fazer tremer as pernas dos banqueiros alemães, demitiu-se da vice-presidência da bancada parlamentar do PS. Segundo a notícia do Diário Económico, Pedro Nuno Santos “invocou razões de carácter pessoal” para a decisão de se afastar da direcção da bancada, mas deputados próximos do ex-líder da JS referiram que a demissão se deve “a divergências políticas”.

 

Eu acredito mais na segunda hipótese. É que para serem “razões de carácter pessoal” a causa para a demissão, tornava-se necessário que existisse carácter…

A Economia do PS

Seguro afirmou, há uns dias, que Portugal não tem Ministro da Economia. 

 

Ainda que fosse verdade, passar de sumidades como manuel pinho ou vieira da silva para nada é uma inegável melhoria. É disto que o suposto líder da oposição tende a esquecer-se com facilidade: lidera um partido responsável pela chegada da famosa troika, pejado de ushabtis inúteis à espera que alguém, finalmente, lhes feche o túmulo e caracterizado, essencialmente, por uma ex-liderança no exílio.

Léxico insuficiente

O despudor desta criatura abjecta é tal que eu não encontro na língua portuguesa palavras suficientemente fortes para exprimir as sensações que me desperta (“asco” e “repulsa” não chegam a lascar a superfície):

 

José Sócrates diz que “Vemos hoje tudo o que perdemos por ter pedido ajuda externa: níveis de desemprego, de falências, ratings da República, dos bancos: quantos anos vamos demorar a regressar aos níveis de há um ano?” (in Público)

 

E quantas décadas, pergunto eu, teremos de penar para regressarmos aos níveis de antes do daninho Sócrates?

As oportunidades do PS

Adorável, absolutamente adorável! É o mínimo que se pode dizer da preocupação socialista em torno do fecho dos afamados Centros Novas Oportunidades. Os responsáveis pela (des)governação nacional em 13 dos últimos 15 anos falam agora de reestruturações estratégicas ao nível da formação dos portugueses. Claro que, do ponto de vista da “torre” do Largo do Rato, distribuir diplomas de uma forma perfeitamente avulsa e indicriminada resolve perfeitamente a situação.

 

É precisamente disso que Portugal precisa: mais licenciados sem lugar no mercado de trabalho, sem motivação e sem a menor das competências críticas que caracterizam um profissional competente e produtivo. O exemplo vem de cima, percebendo-se perfeitamente por que razão um partido que promoveu a eleição de um licenciado sem motivação e sem a menor das competências críticas que caracterizam um profissional competente e produtivo, com um diploma atribuído de forma perfeitamente avulsa e indiscriminada (ainda por cima, a um domingo), a Primeiro-Ministro defende a posição que defende em relação ao encerramento dos Centros Novas Oportunidades.

The Horde

Basílio Horta voltou a mostrar o que é: um velho mal educado, politicamente repugnante, peçonhento, arrogante na sua nulidade e sobranceiro na sua ordinarice. Um velho vulgar e dispensável, lamentavelmente eleito para representar não se sabe quem, um velho triste e subserviente de uma cartilha, criada por políticos profissionais para políticos profissionais, que luta desesperamente para se agarrar, seja como for, ao “tacho”. Um velho inflado e encarnado, cheio até às suadas costuras de fel e amargura, que vai destilando à medida que trilha o seu tremendamente sinuoso percurso político.

 

Pedro Nuno Santos, o vice do cabelo “à Sócrates”, o homem que, seguramente inebriado, perdeu o super-ego e proferiu os disparates que se conhecem, apresentou-se ontem na AR e ousou defender a sua honra. A honra defende-se com acções e comportamentos, não com palavras vazias. Não está, por isso, ao alcance de canalhas caloteiros que acham perfeitamente legítimo utilizar a dimensão da dívida como uma forma de ameaça. Não se pode, no entanto, exigir mais a uma produção fictícia do socialismo moderno português, a uma figura cheia de nada que apenas se pode destacar pela sua flatulência verbal.

 

Zorrinho (uma versão apequenada e com olhos de carneiro mal-morto do Zorro?), afrontou a AR ao confrontar a sua Vice-Presidente, em pleno exercício de funções. Naquela postura desafiante de barraqueiro bem vestido, com aquele tom enervante de homicida que não confessa o crime, lá vai subindo a escada rosa, cada vez menos íngreme, por sinal.

 

Joana Amaral Dias juntou-se ao circo, restando saber qual é o seu papel, defendendo os seus colegas de partido (ainda o são, ou a senhora já mudou outra vez?). Afirmou que Pedro Nuno Santos tinha estado muito bem e deu a entender que a criatura aproximou o PS de uma ideologia de esquerda. Basta olhar para Joana Amaral Dias, debaixo da camada de betume que lhe cobre a face, para perceber que é uma mulher que defende firmemente os ideais de esquerda.

 

Isabel Moreira não merece atenção. É um zero!

 

Vileza

Os vice-presidentes da bancada parlamentar socialista são tantos que, na prática, é um título que nada vale. Como diria um filósofo, todos são vice-presidentes – e por isso ninguém o é.

 

O António, lá atrás, comenta as declarações de Pedro Nuno Santos, vice-presidente da bancada socialista e líder do PS-Aveiro e pretérito presidente da JS. Eu acrescento o pormenor de PNS, certamente para evitar interpretações abusivas das suas palavras, vir esclarecer que:

 

“Eu não disse que o Governo português não deve pagar a dívida e honrar os seus compromissos. Aquilo que eu digo na minha intervenção é que o Governo português tem obrigação de defender os interesses do seu povo e que os interesses do povo que o elegeu estão em primeiro lugar. Numa situação de grande dificuldade, e se se agravar, o Governo deve usar todas as armas negociais ao seu dispor para impor condições mais favoráveis ao pagamento da própria dívida”, explica.

 

Mas e que armas são essas? “Só temos uma arma: a própria dívida”, responde.

 

A maleabilidade de princípios destes políticos carreiristas enternece-me. Por um lado, “claro que pagamos”; por outro lado, “portem-se bem senão não pagamos”. A ideia de que a arma para negociar a dívida é a própria dívida, mais não é do que colocar em prática a teoria “se devemos bastante dinheiro ao credor, é o credor que está em apuros” (e que eu já invoquei a propósito do devedor-mestre).

 

Carlos Zorrinho, esse, o (único) presidente da bancada socialista, veio fazer aquilo que os jornalistas benevolentes chamam “colocar água na fervura” – e eu chamo “falta de vergonha”. Que “devemos ter em conta o contexto em que as declarações foram feitas”; que “usou uma imagética muito rica e eventualmente excessiva”.

 

Não lhe faz confusão, a este ingénuo Zorrinho, que as declarações tenham sido proferidas por alguém que é, logo por azar, membro da comissão parlamentar de acompanhamento das medidas da troika, e que por isso devia ter a noção do peso que tais inanidades têm na imagem do país. Talvez devamos recordar que Cavaco Silva exigiu a demissão de alguém por causa de uma anedota. Zorrinho, por seu lado, não demite a própria anedota – antes “mantém a confiança política”.

 

E é este o PS que temos e temos tido. Um PS que hoje se está marimbando para os nossos credores, se está marimbando para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal, se está marimbando que nos chamem irresponsáveis – tal como no passado se esteve “cagando” para o segredo de justiça.

 

Vil.

A essência do PS

O partido socialista, nesta altura da sua existência sem rei nem roque, está, paradoxalmente, a mostrar a sua essência mais do que alguma vez se atreveu a fazer no passado. Primeiro, através do ex-líder despótico que, a partir do seu exílio dourado, afirmou, para quem quisesse ouvir, que a ideia de um Estado pagar a sua dívida é infantil. Agora, isto.

 

Uma frase como “Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses – ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos.”, proferida por um vice-presidente da bancada parlamentar da dita agremiação, diz tudo sobre ela. A dita bancada, que mais parece um painel de honra da Masnada napolitana, tem sido, aliás, pródiga neste género de atitude. Vejo agora que fui injusto ao afirmar que o ps de seguro não propõe medidas…