Eu tenho estado com tão pouca paciência para estas palhaçadas…
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Falta de vergonha

António José Seguro, acima fotografado em todo o seu magnetismo enérgico, diz que Passos Coelho quer fugir às suas responsabilidades. Seguro, recorde-se, lidera o partido que arrombou os cofres do Estado, provocou a hecatombe que obrigou ao resgate financeiro, liderou as negociações com a troika – e depois fugiu, afirmando-se agora contra tudo o que assinou e, cobarde, não teve coragem de aplicar.
Vila Franca do Campo, Açores

Além disso, o presidente da Câmara, enquanto presidente do conselho de administração da Fundação Escola Profissional de Vila Franca do Campo, contratou a mesma empresa para fazer obras – e lá foram mais 75.000 euros.
Além disso, o presidente da Câmara tem um cunhado, de nome José Braga, chefe da divisão financeira da autarquia – e que também trabalhava em empresas que eram contratadas para realizar alguns trabalhos no município.
Estes factos parecem sugerir uma autarquia socialista dominada pela corrupção e nepotismo. Deve ser para limpar essa imagem que o Partido Socialista, nas próximas eleições autárquicas, vai apresentar um candidato com reputação acima de qualquer suspeita: Ricardo Rodrigues!
É mais forte do que eles
André Figueiredo, homem de confiança de José Sócrates, terá terminado o curso de direito na Universidade Internacional da Figueira da Foz UM DIA antes de esta ser encerrada compulsivamente pelo governo de então (liderado por José Sócrates). Mais: conseguiu receber o diploma quase um mês depois – quase um mês depois de a UIFF já estar impedida de praticar qualquer acto.
Acresce que Tiago Castelo Branco, professor do estágio curricular de André Figueiredo, sempre disse que nunca recebeu “uma proposta, nem relatório do estágio. Eu não o avaliei”. Esse estágio terá sido feito onde? Na CIMASA, contratado por Marcos Perestrello, essa outra luminária do PS socrático.
E é assim o Ensino pretendido pela cartilha socrática: um faz exames por fax e recebe diplomas ao Domingo; outro faz estágios que nunca passaram pelo professor, termina o curso na véspera da extinção da universidade, e recebe o diploma quase um mês depois disso. Haverá algum canudo desta gente que não deite um odor estranho?
João quase na “mouche”
Reserva de 2003

A deputação do PS já carrega um longo historial de substâncias alteradoras do comportamento. Glória Araújo achou por bem conduzir o seu carro com uns vestígios de sangue diluídos em álcool. Isabel Moreira pediu a palavra e começou, à laia de intróito, por balbuciar que estava sob a influência de drogas – lícitas, afirmou ela. Vozes maldosas acusam José Lello de estar constantemente no limiar do delirium tremens – mas eu defendo-o: aquilo não é (só) embriaguez, é simplesmente grunhice.
Contudo, o que se passou ontem é demasiado grave. Há que tomar medidas: exigem-se testes do balão à entrada dos deputados no hemiciclo. Quer seja no início da sessão, depois do almoço (principalmente depois do almoço) ou no regresso de uma pausa rápida para responder a um chamamento da natureza, é necessário estabelecer a regra: o deputado quer assentar os quadris na cadeira respectiva, terá primeiro que apor os lábios ao bocalzinho e soprar. Pois manchas destas não se podem permitir na credibilidade de um país. Não se pode permitir que um deputado, ainda por cima líder do principal partido da oposição, vá ao Parlamento e gorjeie enormidades como
Há uma Primavera a despontar, há um Abril a nascer em Portugal.
É óbvio que isto não é uma posição política, nem sequer é má poesia; são apenas devaneios que se esperam ouvir, não na casa da Democracia, mas sim numa qualquer taberna de aldeia, choramingados por um vulto meio-tombado sobre o banco corrido.
A associação de moradores
A uma Associação de Moradores pede-se que seja um veículo das preocupações dos moradores de um determinado bairro junto de quem de direito. Uma voz colectiva, necessariamente mais forte do que as vozes individuais que a compõem, que pugne por melhorias na qualidade de vida de uma determinada população.
Descobri, numa desventura cibernáutica que correu mal, isto. Um colectivo de imbecis, que decidiu auto-intitular-se Associação de Moradores de Monte do Tadeu / Santo Isidro – Bonfim, Porto, faz da internet e das redes sociais um campo de batalha político que, nos últimos tempos, se tem desfeito em loas ao regresso do refugiado de Paris. Esta “associação”, impulsionada por homenzinhos como este, produto das estufas da juventude socialista, fã de Sam the Kid e Shakira, dono de um invejável CV político (passou por todas as tasquinhas do politiqueiro profissional), não passa de uma pequena célula de uma organização de terrorismo político ao serviço daqueles que puseram Portugal de joelhos.
É este o tipo de política e político de que o país precisa?
O regresso do ex-Grande-Timoneiro [2]
Quererá Sócrates ser primeiro-ministro ou presidente da República? O tempo aconselharia o segundo, mas tem pouco poder para a sua obsessão totalitária e é demasiado institucional para o seu temperamento. A não ser, claro, que usasse esse posto para promover um governo de iniciativa presidencial à sua imagem: Galamba seria ministro das Finanças; José Lello ministro dos Negócios Estrangeiros; Maria de Lurdes Rodrigues regressaria à Educação e Paulo Campos seria ministro das Obras Públicas; Isabel Moreira teria o ministério da Cultura; Ricardo Rodrigues ficaria com a pasta da Justiça e Armando Vara seria nomeado Procurador Geral da República.
O diplomata
Lello, José Lello, conhecido pelo seu verbo fácil e elegante, “postou” no Facebook:
A questão é que Sócrates, ao contrário do que este seu fiel quer fazer crer, nunca esteve calado – simplesmente falou através da boca de outros, a começar por José Lello que nunca disfarçou os suspiros pelo regresso do Grande Timoneiro.
A.S.S.
Augusto Santos Silva, o tal da fina ironia, foi ouvido. Augusto Santos Silva (nunca um nome próprio foi tão negado pela realidade) considera-se membro da elite intelectual portuguesa.

Mas disse mais. Limpemos as lágrimas, retomemos a compostura e leiamos o resto da notícia.
Considera que as declarações recentes de Fernando Ulrich e Belmiro de Azevedo são “insultos às pessoas”. Este homem, que gosta de malhar na Direita, tem o direito de opinar assim – mas não o vejo mostrar alternativas minimamente credíveis àquilo que critica.
O mais interessante, no entanto, é esta pequena frase: “Eu, por exemplo, aprovei um corte de salários na função pública em 2010”. Porquê interessante? É que eu recordo-me disso – tal como me recordo de, no ano anterior, ano de eleições, ter sido aprovado um irresponsável aumento de salários na função pública (uma mera coincidência, nas palavras do então ministro Teixeira dos Santos). O que não recordo é ver idiotas como Galamba, Isabel Moreira e companhia, a clamar pela inconstitucionalidade desse corte salarial, nem a pedir fiscalizações preventivas ou sucessivas. Aparentemente, quando é a (auto-denominada) Esquerda a contrariar a Constituição, esta deixa de ser tábua de mandamentos e passa a ser um conjunto de preceitos genéricos.

