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Uma conspiração de estúpidos

Chamem-me romântico, sentimental, ingénuo, o que quiserem. Sou o primeiro a aceitar que eu seja uma ilha de anacronismo nestes tempos moderninhos e sofisticados. Digam o que quiserem, façam o que vos apetecer. Eu ficarei cá na minha de achar que o jogo, qualquer jogo, deve ter um mínimo de regras e que devemos um módico de respeito por quem o joga connosco. E estes cavalheiros que fazem a política que vamos tendo, implícita ou explícita, seja a “grande” que se mostra nas televisões ou a “micro” que se pratica nos blogues, das duas uma: ou são idiotas; ou acham-me, pelo argumentário que exibem, um completo néscio. Acontece que eu não gosto que, apenas pelo meu razoável anonimato, me assumam parvo. Não gosto. Como diria o saudoso Pinheiro de Azevedo, não gosto, é uma coisa que me chateia – pá!

Olhemos para os sorteios de automóveis que o Fisco irá fazer. Seria de esperar que alguém receber algo em troca de quase nada fosse considerado desejável. Afinal, andamos há décadas a preencher totobolas, totolotos e bingos; a comprar lotarias, rifas e raspadinhas; a coleccionar caricas de refrigerantes e a fazer chamadas de valor acrescentado para programas de entretenimento de valor reduzido. E no entanto…

… e no entanto, políticos, jornais e blogues acotovelam-se para encontrar a iniquidade.

Não tenho problemas em conceder que talvez houvesse outras formas de fazer isto. Por exemplo, pergunto-me se, em vez de adquirir automóveis para sortear, o Estado não deveria recorrer àqueles que já possui sem deles retirar qualquer mais-valia para o interesse público – como o Mercedes Benz S350, pertença da Direcção Geral das Finanças e do Tesouro, cedido a Sua Excelência Dinossoárica. Também acho interessante que, de entre aqueles que vêm papagueando sobre o tema, muito poucos chamem a atenção para o contribuinte português ter que ser aliciado com o prospecto de automóveis para fazer aquilo que é a sua obrigação.

Mas não.

O Bastonário dos TOC, pessoa que pelo seu passado de 12 anos como deputado socialista, devia ver as suas declarações serem cuidadosamente relativizadas, mostra-se compungido pelos coitados dos sorteados que não têm meios para sustentar o Audi atribuído. Não fosse isto suficiente, ainda acusa a medida de ser publicidade encapotada à Audi – assim uma espécie de Renault Roadshow F1, com menos Zé-que-não-fez-falta e incómodos para o trânsito. Curiosamente, ou talvez não, não me recordo de ouvir o bastonário dos TOC dizer que o Estado dar netbooks manhosos a criancinhas, com honras de Telejornal e tempo de antena, fosse publicidade encapotada à JP Sá Couto.

Bloguers, cobertos de manha, dizem que isto é incentivar o consumismo – como se o Pingo Doce tivesse sido invadido por multidões que acumulam, na despensa, caixas de esfregões Bravo só para terem mais hipóteses de receber o carro.

E o Expresso, o nosso querido Expresso dirigido por Ricardo Costa e por Nicolau-que-não-sabe-usar-o-Google-Santos, num rigoroso exercício de canalhice, expõe, com recurso a umas contas marteladíssimas, as despesas a que um automóvel deste género obriga o dono.

Quase dá vontade de recusar o prémio. O Estado, a RTP, a ACAPO, todas estas pérfidas entidades vêm tentando o pobre e ingénuo Zé Povo com frutos proibidos que lhe trarão azar e pestilência. Aguardo, com impaciência, a emissão do Preço Certo em que uma Ti Alzira recusará as chaves do carro que o gordo Mendes lhe quer entregar com um consciencioso “não, obrigado, não cederei à tua tentação, pérfida serpente, o meu orçamento familiar não permite sustentar esta carrinha 4×4 e não sei que mais posso fazer com isto a não ser usá-lo”.

Ora quem ouça, leia ou veja estas personalidades, bloguers, jornalistas e paineleiros, fica a pensar:

– que o contribuinte, ao receber o carro, assinará um contrato de fidelização;

– que o contribuinte, se não quiser o carro, será automaticamente inspeccionado pelas Finanças;

– que o contribuinte é idiota e tem que ser guiado, pela mão, por estes iluminados.

Quem diz, com o lábio trémulo de raiva, que é um insulto para o pobre desempregado receber um carro de 35000 euros – quer fazer esquecer o facto de que o desempregado pode vender o Audi que lhe caiu nas mãos e pagar dívidas ou equilibrar um orçamento periclitante. Quem esbraceja com a falta de respeito que é sortear um Audi A4 a um reformado ou a uma família que sobrevive com sacrifícios – não consegue imaginá-los a desfazerem-se da máquina para folgar as contas do mês, ou até para garantir as propinas da Universidade dos filhos. Estes iluminados, com problemas de matemática, recusam-se a ver que vender um destes Audi, mesmo que seja a metade do seu valor, permitiria a muitas casas MAIS DO QUE DOBRAR o seu orçamento anual.

Mas não. Para estes iluminados, o povo é fraco de cabeça e de moral. Será arrogância – ou atribuir aos outros os seus próprios vícios? Afinal, é esta gente que quer ficar, a todo o custo, com os quadros de Miró que não trazem vantagens e empresas públicas que sangram milhões de euros.

Conversas em família

… e, de repente, os defensores de Sócrates acham que, numa sessão de comentário, um jornalista está ali só para lançar os temas ao comentadeiro e controlar o tempo. Seria assim como um teleponto glorificado, facilmente substituível por um papagaio bem treinado – ou uma buzina e umas folhas de papel seguras com um calhau.

Por qué no te callan?

Este velho pulha, que dedicou anos do seu segundo mandato à mais abjecta guerrilha política contra o governo de então para abrir o caminho do Poder ao seu PS, tem a absoluta falta de vergonha de fazer acusações a Cavaco Silva. E Ana Sá Lopes, que desta vez consegue-se refrear de dizer “o senhor doutor”, parece ter como única função no jornal I – transmitir as flatulências verbais do verme Soares. Ana Sá Lopes, negando o título do jornalista, é toda ouvidos – mas desprovida de boca, olhos ou cérebro.

A tese

Então, vejamos se percebi.

 

Há tempos, Maria Henrique Espada, jornalista da Sábado, abordou José Sócrates para confirmar que a tese que este estaria(?) a preparar na Sciences Po era sobre tortura. Sócrates desmentiu categoricamente e até adiantou:

 

“Não. Peço-lhe aliás que não escreva isso porque estará a enganar os leitores da sua revista e estará a dar-lhes uma informação errada.” [Pergunto-me se serei o único com vontade de rir por ver Sócrates preocupado com a hipótese de “enganar” outras pessoas e “dar-lhes informação errada”.]

 

A jornalista, perante tal desmentido, ficou-se e não publicou nada.

 

Fast-forward de algumas semanas.

 

O Expresso publica uma notícia, com declarações do próprio José Sócrates, sobre a tese deste que tem como tema – A Tortura (e os regimes democráticos). Aliás, retiro o que disse: o Expresso não publicou uma notícia – o Expresso publicou uma celebração, como se daqui resultasse a reformulação dos equilíbrios geo-estratégicos, a solução para a Crise Mundial, e Sócrates se tivesse tornado automaticamente candidato ao Nobel da Paz E da Literatura.

 

Maria Henrique Espada e a revista Sábado, ao terem conhecimento da notícia do Expresso, decidiram confrontar Sócrates com o sucedido. Este, com a fleuma que lhe é habitual, respondeu:

 

“Não lhe admito isso, nem que me peça explicações.”

 

“(…) que interessante, um jornalista a pedir-me explicações, costuma ser ao contrário.” [Daqui ficamos a saber que, para Sócrates, e como Judite de Sousa bem o sabe, o normal é ser ele a mandar no jornalista.]

 

“Você disse que a minha tese era sobre tortura, e não é, a minha tese não é sobre tortura. É sobre tortura em determinadas circunstâncias, embora, é claro, eu não tenha na altura acrescentado esta informação.” [Daqui se vê que, quando tal lhe convém, Sócrates é muito cioso da verdade absoluta dos detalhes.]

 

“Isto é um assunto privado e não quis permitir que amigos meus, ainda que bem intencionados, usem informação que só a mim diz respeito para efeitos de quando deve vir a público. Eu é que decido a quem digo e como o digo.” [Aqui se vê que, para Sócrates, o homem que os jornalistas/hagiógrafos afirmam defender ferozmente a sua vida privada, esta é um valor absoluto e irrevogável – para ser exposto quando, onde e como for mais vantajoso.]

 

E assim percebemos, pela história da sua polémica tese na polémica Sciences Po, noticiada no polémico Expresso do polémico Balsemão e editoriado pelo polémico Ricardo Costa, e que será publicada com o apoio da polémica Fundação do polémico Soares, sendo prefaciada pelo polémico Lula da Silva – assim percebemos como o polémico José Sócrates, numa inversão de 180º, tomou o gosto à Verdade Absoluta e à Impecável Correcção Factual.

 

Ou será…?

 

É que basta ler esta investigação de António Balbino Caldeira sobre a notícia do Expresso, onde um esfuziante Ricardo Costa anuncia que:

 

“(…) Sócrates escolheu este tema para a sua mémoire (tese de mestrado), que defendeu em Julho na Sorbonne, em Paris (…)”

 

para se perceber que uma mémoire não é bem, bem, bem uma tese, tal como a Sciences Po não é bem, bem, bem a Sorbonne (esta, aliás, nem tinha nada a ver com a tese de Sócrates), tal como… enfim, em se tratando de Sócrates, receio virmos a descobrir que a sua Paris não era bem, bem, bem Paris – mas sim Casal do Marco.

 

Sócrates, o eterno empolador da sua própria realidade – ajudado por Ricardo Costa, aqui apenas ligeiramente melhor do que o seu colega Nicolau Santos.

 

O provedor do DN

Veio-me à atenção que Óscar Mascarenhas escreveu um texto “polémico” no Diário de Notícias. Quando a prosa vem de um jornalista de Esquerda para malhar na Direita, é “polémica”; se vem de um jornalista de Direita para zurzir na Esquerda, chama-se “ressabiamento”.

 

Mas o que temos aqui não é polémica nem ressabiamento. O que temos aqui é simplesmente Óscar Mascarenhas.

 

“Aldrabões. Não faço por menos. Mandam as artes e manhas dos artigos de opinião…”

 

Começa assim o texto. E logo começa com um erro: o que ele perpetrar daqui para a frente não pode ser visto segundo as regras de um artigo de opinião – porque ele é o Provedor do Leitor de um jornal, não um cronista ou comentadeiro. Isto, claro, apesar de os seus escritos aparecerem na secção “Opinião” – mas não esperemos muito deste DN dirigido por João Marcelino e posse do “amigo Oliveira”.

 

“… que não se diga logo ao que vem o autor…”

 

Segundo erro: mal se vê a assinatura de Óscar Mascarenhas, já se sabe perfeitamente ao que vem. Quem siga a sua carreira artística, e eu conheço-a de há décadas, sabe que nunca tentou sequer disfarçar todas as suas costelas esquerdistas. Jornalista de cujas reportagens e investigações não me recordo, Mascarenhas tem sido, no entanto, presença omnipresente nas colunas de opinião do DN.

 

Parece que Óscar Marcarenhas diz não saber se tem ideologia. Mascarenhas quer-nos insultar – por menosprezo de inteligência.

 

“… para manter o leitor agarrado ao prazer do texto.”

 

A modéstia há-de ser a perdição deste rapaz.

 

“Mas desta vez, iconoclasta como me quero, finto as regras e vou direto ao assunto: …”

 

O iconoclasta Óscar finta, quebra, estilhaça as regras, sim – mas não as que regem os artigos de opinião. Mascarenhas arrasa, sim, as regras que deviam guiar um Provedor do Leitor, ao usar o seu espaço como tribuna de comício.

 

“os senhores (professores doutores ou doutorandos e mais o que desejarem ser no currículo e na mercearia do bairro) Miguel Poiares Maduro e Pedro Lomba,”

 

O iconoclasta Óscar inicia desta forma a sua saga justiceira. Recorre à velha táctica de menorizar o oponente ridicularizando o peso relativo dos títulos que possui, e aproveita en passant para insinuar a vacuidade dos mesmos. Para sua infelicidade, escolheu mal os alvos: nem Poiares Maduro, nem Pedro Lomba, são arrivistas que chegaram à política sem passado, e os títulos que ostentam, ninguém ainda surgiu a provar ou sugerir que tenham sido obtidos por outra coisa que não mérito.

 

“nos poucos dias que levam de governo, já deram provas de terem sido aldrabões. Não digo que o sejam, que não sou tão pateta e desajeitado que abra um alçapão legal sob os meus próprios pés perante juristas assim ditos tão eminentes: afirmo que o foram. Episódica e admito que corrigivelmente.”

 

Óscar chama aldrabões aos dois governantes, mas cobre-se de cuidados para evitar processos – e pisca-nos o olho, com ar cúmplice, deliciado com a sua esperteza. Faz-me recordar o Bocage na anedota dos gafanhotos.

 

E só agora terminámos o primeiro de 27 parágrafos!

 

Façamos um fast-forward no texto:

 

“Venham os Poiares Pedros ou os Lombas Maduros que vierem, jornalista do DN que se acobarde perante este fascismo com pés de lã, pode ter a certeza, à fé de quem sou, que fica com o nome num pelourinho de cobardolas que prometo expor aos leitores. Porque é dos direitos dos leitores que estamos a falar. Enquanto estiver nesta casa e nela tiver voz, o fascismo não entra de esguelha.”

 

Isto é grave. Isto é muito grave e, no entanto, no meio de tantos parágrafos, ninguém pareceu reparar. Na prática, o grande, o gravítico Mascarenhas está-nos a garantir que qualquer jornalista que não tenha, para com os governantes em exercício, a “incomodidade” que ele, o imenso Mascarenhas, acha exigível – será chibado por si, para que todos o saibam. O jornalista Óscar Mascarenhas sonha com uma lista negra de jornalistas. Óscar Mascarenhas parece suspirar, com indisfarçável nostalgia, pelos ventos de liberdade que se respiraram no mesmo DN enquanto foi dirigido pelo depois nobelizado Saramago. Mascarenhas manifesta publicamente, e sem sombra de pudor, a sua vocação – para bufo.

 

É bom de ver que eu não vou fazer uma análise exaustiva da prosa mascarenha – porque o objecto desmerece o tempo investido. Já chega. Leiam o texto, que vale a pena. Do princípio ao fim, Óscar Mascarenhas oferece-nos um sermão de ódio, despeito e boçalidade que não pareceria deslocado num editorial do Avante, mas que só neste DN dirigido por Marcelino e possuído pelo “amigo Oliveira” é possível ler assinado por um Provedor do Leitor – sem que este passe imediatamente a ser um ex-Provedor do Leitor.

 

Mas há mais um ponto que me merece comentário: Óscar Mascarenhas garante-nos no título que “Poiares Maduro e Lomba são tão-somente o fascismo a bater-nos ao de leve à porta”. Isto por causa de uns briefings. Suponho que Mascarenhas tenha saudades dos tempos de José Sócrates, em que assessores assediavam jornalistas incómodos; em que o próprio telefonava irado a directores de jornais; em que elementos ligados ao PS pretenderam catalisar a compra de uma televisão não-alinhada; em que um primeiro-ministro aparecia em eventos de propaganda inteiramente ficcionais (alguém ainda se lembra da farsa do primeiro computador português?) e recebia de braços abertos “líderes carismáticos”; em que “fontes próximas do Governo” espalhavam informação errada nas redacções de jornais para minar a credibilidade da imprensa; em que José Sócrates processava freneticamente jornalistas, opinadores e bloguers que se permitiam a mínima actividade de escrutínio ou cepticismo.

 

Se os briefings de Maduro e Lomba são o fascismo a bater-nos ao de leve à porta, o regime socrático foi o fascismo a deitá-la abaixo com um pontapé, a entrar-nos em casa e a lançar granadas de gás lacrimogéneo.

 

O que é um Provedor do Leitor? É alguém escolhido para defender o Leitor do jornalismo exercido incorrectamente. Um Provedor do Leitor está lá para escrutinar o desempenho dos seus colegas jornalistas; para criticar más metodologias; para expor aleijões à deontologia. Um Provedor do Leitor deve-se pronunciar sobre o trabalho do jornalista na elaboração de uma notícia – não sobre a notícia, e nunca procurar ser a própria notícia. Enquanto Provedor do Leitor, o seu objectivo primeiro deveria ser chamar a atenção para a matéria que analisa, até com algum distanciamento clínico, e fazê-lo com uma linguagem clara e técnica. Contudo, inflado de soberba como o sapo de La Fontaine, crente da sua infalibilidade ética como é uso nos jornalistas-militantes-de-Esquerda (e que exibem, ao mesmo tempo, um burguesíssimo ventre), Mascarenhas recorre a um estilo barroco e bacoco. Mas se Eça era sarcástico, e por isso eficaz, Óscar Mascarenhas mostra-se apenas um pedante – um pedante cheio de si mesmo, e pronto a subverter o cargo que lhe deveria merecer respeito por mera compulsão exibicionista.

A D. Constança

Mais soareira do que o velho Soares, mais galambeira do que Galamba, mais pereireira do que Pacheco Pereira, vejo todos os dias Constança Cunha e Sá na TVI24 a bolsar, espasmodicamente, o seu ódio pelo PSD, PP e Cavaco Silva. Não questiono isto. Estamos num país livre e a senhora, visivelmente afectada pela cafeína em excesso, tem a sorte de ser paga para difundir publicamente as suas alucinações em forma de comentário político.

 

Aquilo que eu questiono é outra coisa: é ver no mesmo canal, pouco depois de uma das suas performances, a mesma dona Constança a “moderar” um painel de comentadores sobre a mesma temática. Não haverá algum bom-senso na TVI? Estaria eu disposto a entrar num debate sobre imigração – se soubesse que a moderadora seria Marine Le Pen?

Conversas em família

José Sócrates, que chegou ao (e saiu do) governo cheio de tiques de superioridade de quem achava ter as soluções perfeitas, disse ontem que Vitor Gaspar chegou ao governo “cheio de tiques de superioridade de quem acha que tem as soluções perfeitas”. Como eu não vejo o seu exercício semanal de impudência, não consigo perceber se aquilo é uma censura ou um elogio…

 

José Sócrates disse também, e consta que sem ter tido pelo menos a delicadeza de corar, que Paulo Portas “perdeu aquilo que é mais precioso num político: a fidelidade às palavras dadas”. José Sócrates dizer isto e o/a jornalista que está à sua frente não rebolar de riso é (mais) um sinal do respeitinho que o nosso pobre jornalismo mantém por esta figura.