O cravo

Anda tudo numa roda-viva a questionar se Marcelo leva ou não um cravo, e onde: na lapela? No bolso? Na mão? Por mim, Marcelo até o pode levar atrás da orelha. Marcelo fará aquilo que lhe der mais simpatias mediáticas e políticas, agora como sempre. Francamente, a única coisa que me consola é saber que no lugar de Marcelo não está um palerma útil como Sampaio da Nóvoa ou uma alucinada como Marisa Matias (porque dos outros nem reza a História).

A cauda que abana o cão

Os rapazes e as raparigas do Bloco de Esquerda, há muito sem “causas e desígnios fracturantes” razoáveis, vieram agora para a praça pública/terreiro público exigir a criação de uma novilíngua ou um novidioma: mudar o nome do Cartão de Cidadão porque é “sexista”.  O ministro-adjunto Eduardo Cabrita, ao saber disto, saltou da cadeira onde repousava a sua corpulência – e de pronto acocorou-se.

 

Permitam-me não ser sexista ao afirmar que as raparigas e rapazes do Bloco de Esquerda – não passam de imbecis e palermas (ambas palavras/ambos vocábulos sem género definido para não chocar as alminhas/os espíritos das raparigas e dos rapazes do Bloco de Esquerda).

A transparência segundo António Costa [2]

Costa negociou com os “lesados” do BES sem que o eleitor faça a mais pequena ideia do que foi combinado e acha-o perfeitamente normal; Costa chamou um amigo para intermediar negociações em nome do Estado (amigo esse com ligações profissionais e negociais que sugerem, no mínimo, conflito de interesses) sem haver sequer um contrato para eleitor ver e acha-o perfeitamente normal; Costa fez uma lei à medida para um caso particular, combinou com Marcelo reter a promulgação enquanto as partes no BPI tentavam um acordo e acha-o perfeitamente normal.

 

Fosse isto num governo da chamada “Direita” e era ver o nosso jornalismo a esganiçar-se de indignação. Sendo Costa um homem “de esquerda”… tudo isto são peanuts que não sairão dos rodapés.

O impeachment

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A propósito do impeachment brasileiro, que vai permitir ao povo livrar-se de uma presidente arrogante, incompetente e corrupta, tenho assinalado a insurgência de eminentes figuras da esquerda portuguesa.

 

Parece que a história do recurso a um instrumento constitucionalmente previsto para derrubar uma força política eleita nas urnas só vale deste lado do Atlântico. 

Uma republiqueta das bananas

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Desde terça-feira que temos na Amadora uma praça Hugo Chavez. Surpreendido, eu? Nem por isso. Estamos num país onde existem ruas Otelo Saraiva de Carvalho, obreiro-mor das FP25, mas não há (tanto quanto eu saiba) uma rua Gaspar Castelo Branco, assassinado pelas mesmas FP25 à porta de casa com um tiro na nuca. Não há uma rua, uma praça, uma praceta, nem sequer um envergonhado beco em honra de um funcionário do estado abatido a tiro por terroristas (porque não há que fugir à palavra: terroristas) por defender a lei. No entanto, há uma praça em honra de um ditador que prendeu opositores, fez da liberdade de expressão uma miragem e deixou na miséria um país sentado em petróleo.