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O período de nojo

António José Seguro relembrou ontem ter apresentado uma proposta que obriga os espiões a fazerem um período de nojo de cinco anos entre a saída dos serviços e a entrada numa empresa privada.

 

Ok, eu compreendo onde ele quer chegar com isto. Mas a minha questão é: e o que fazem os ex-espiões durante esses cinco anos? São colocados em empresas públicas? São postos nos serviços do Fisco? Vão passar esses cinco anos numa ilha deserta do Pacífico, sustentados pelo erário público? Está Seguro a invocar clássicos da ficção-científica e planeia armazéns de espiões em “animação-suspensa”?

 

Como todo o político que nunca fez nada sem ser política ou a gravitar à volta da política, António José Seguro não tem noção do tempo que cinco anos representam…

A Economia do PS

Seguro afirmou, há uns dias, que Portugal não tem Ministro da Economia. 

 

Ainda que fosse verdade, passar de sumidades como manuel pinho ou vieira da silva para nada é uma inegável melhoria. É disto que o suposto líder da oposição tende a esquecer-se com facilidade: lidera um partido responsável pela chegada da famosa troika, pejado de ushabtis inúteis à espera que alguém, finalmente, lhes feche o túmulo e caracterizado, essencialmente, por uma ex-liderança no exílio.

Sair do armário

Fernando Nobre veio assumir publicamente aquele que era o segredo mais mal guardado desde a profissão de James Bond: é membro da maçonaria.

 

Eu, francamente, quase começo a ter pena de António José Seguro. Ele vê nulidades políticas como Fernando Nobre pertencentes à maçonaria e deve-se estar a questionar “Quão medíocre serei eu para nenhuma loja querer nada comigo?”