Anda tudo numa roda-viva a questionar se Marcelo leva ou não um cravo, e onde: na lapela? No bolso? Na mão? Por mim, Marcelo até o pode levar atrás da orelha. Marcelo fará aquilo que lhe der mais simpatias mediáticas e políticas, agora como sempre. Francamente, a única coisa que me consola é saber que no lugar de Marcelo não está um palerma útil como Sampaio da Nóvoa ou uma alucinada como Marisa Matias (porque dos outros nem reza a História).
Aquivos por Autor: João Sousa
Tiro o chapéu ao PCP
Em menos de 10 palavras, o PCP desmonta o ridículo bloquista no assunto Cartão de Cidadão: “não é uma questão de género mas de gramática”.
A cauda que abana o cão
Os rapazes e as raparigas do Bloco de Esquerda, há muito sem “causas e desígnios fracturantes” razoáveis, vieram agora para a praça pública/terreiro público exigir a criação de uma novilíngua ou um novidioma: mudar o nome do Cartão de Cidadão porque é “sexista”. O ministro-adjunto Eduardo Cabrita, ao saber disto, saltou da cadeira onde repousava a sua corpulência – e de pronto acocorou-se.
Permitam-me não ser sexista ao afirmar que as raparigas e rapazes do Bloco de Esquerda – não passam de imbecis e palermas (ambas palavras/ambos vocábulos sem género definido para não chocar as alminhas/os espíritos das raparigas e dos rapazes do Bloco de Esquerda).
Retrato de uma palhaçada
O governo propõe-se reduzir, à experiência, o imposto sobre os combustíveis em alguns concelhos perto da fronteira com Espanha. Ainda não vi nenhum dos apoiantes desta traquitana em forma de governo argumentar com a (antes) tão querida constitucionalidade.
A transparência segundo António Costa [2]
Costa negociou com os “lesados” do BES sem que o eleitor faça a mais pequena ideia do que foi combinado e acha-o perfeitamente normal; Costa chamou um amigo para intermediar negociações em nome do Estado (amigo esse com ligações profissionais e negociais que sugerem, no mínimo, conflito de interesses) sem haver sequer um contrato para eleitor ver e acha-o perfeitamente normal; Costa fez uma lei à medida para um caso particular, combinou com Marcelo reter a promulgação enquanto as partes no BPI tentavam um acordo e acha-o perfeitamente normal.
Fosse isto num governo da chamada “Direita” e era ver o nosso jornalismo a esganiçar-se de indignação. Sendo Costa um homem “de esquerda”… tudo isto são peanuts que não sairão dos rodapés.
O impeachment [2]
Não, António, para a esquerdinha a legitimidade do “recurso a um instrumento constitucionalmente previsto para derrubar uma força política eleita nas urnas” não depende do lado do Atlântico em que está a força a ser derrubada – depende, sim, do lado do espectro político em que tal força está.
Uma republiqueta das bananas

Desde terça-feira que temos na Amadora uma praça Hugo Chavez. Surpreendido, eu? Nem por isso. Estamos num país onde existem ruas Otelo Saraiva de Carvalho, obreiro-mor das FP25, mas não há (tanto quanto eu saiba) uma rua Gaspar Castelo Branco, assassinado pelas mesmas FP25 à porta de casa com um tiro na nuca. Não há uma rua, uma praça, uma praceta, nem sequer um envergonhado beco em honra de um funcionário do estado abatido a tiro por terroristas (porque não há que fugir à palavra: terroristas) por defender a lei. No entanto, há uma praça em honra de um ditador que prendeu opositores, fez da liberdade de expressão uma miragem e deixou na miséria um país sentado em petróleo.
“O dinheiro é do Estado, é do PS”
Elisa Ferreira, em 2009, dizia que “o dinheiro é do Estado, é do PS”. Será que alguém com tal convicção deve ser vice-governadora do Banco de Portugal? Eu nem sequer a deixaria ser vice-governadora de uma gestão de condomínio, mas a realidade é que a teremos no BP – e agora, talvez se compreenda o porquê de não mais termos visto Costa (António) fazer guerrilha contra Costa (Carlos).
Palhaçadas
António Costa, além de um ventre, tem uma visão: quer as cidades quase sem carros. Parece ser um tipo de visão muito socialista: cidades quase sem carros e aeroportos internacionais quase sem aviões.
A entrevista ao director do aeroporto de Beja seria divertida – não fosse trágica. O aeroporto internacional de Beja (não estamos a falar de um aeródromo de avionetas) está actualmente a ser usado como – parque de estacionamento de 3 a 5 aviões. O tráfego de passageiros, diz José Natário, “não está excluído” (afirmação surpreendente em se tratando de um aeroporto internacional), mas afirma que nenhuma companhia aérea quis voar para Beja. E quando questionado sobre o número de passageiros que passaram por Beja, fala vagamente em alguns milhares mas explica que prefere não adiantar números por serem pouco relevantes – retrato de uma transparência muito costista que vai grassando pelo país.
Mas não desesperemos: tal como o Sporting diz que para o ano é que vai ser, José Natário está convencido de que mais cedo ou mais tarde o aeroporto vai ser fundamental para o Alentejo. Nós cá estaremos à espera.
O valor simbólico para Costa
Ontem, dizia-se que o governo pagava ao melhor amigo de António Costa um “valor simbólico” para negociar vários casos importantes (reversões de privatizações, “lesados” do BES, etc). Hoje sabe-se que o valor simbólico é… 2000 euros mensais. Simbólico para Costa – mas bem real para todos nós porque é o contribuinte que o paga.