António Costa, além de um ventre, tem uma visão: quer as cidades quase sem carros. Parece ser um tipo de visão muito socialista: cidades quase sem carros e aeroportos internacionais quase sem aviões.
A entrevista ao director do aeroporto de Beja seria divertida – não fosse trágica. O aeroporto internacional de Beja (não estamos a falar de um aeródromo de avionetas) está actualmente a ser usado como – parque de estacionamento de 3 a 5 aviões. O tráfego de passageiros, diz José Natário, “não está excluído” (afirmação surpreendente em se tratando de um aeroporto internacional), mas afirma que nenhuma companhia aérea quis voar para Beja. E quando questionado sobre o número de passageiros que passaram por Beja, fala vagamente em alguns milhares mas explica que prefere não adiantar números por serem pouco relevantes – retrato de uma transparência muito costista que vai grassando pelo país.
Mas não desesperemos: tal como o Sporting diz que para o ano é que vai ser, José Natário está convencido de que mais cedo ou mais tarde o aeroporto vai ser fundamental para o Alentejo. Nós cá estaremos à espera.