Decorre, por estes momentos, o congresso da CGTP. Carvalho da Silva despede-se (?) do cargo de líder sindical depois de 35 anos de uma brilhante carreira… de nada. A um sindicalista devoto e profissional, comunista e católico (assim o definiu a RTP), nada mais se lhe reconhece, como contributo social, económico ou qualquer outro, do que a instigação à agitação social gratuita e a organização de manif’s vermelhas a descer a Avenida. Parece ser esta a fórmula mágica para ser um sindicalista de carreira em Portugal: pôr a cassete a tocar e sair para a rua, de cartazes na mão. Em sede própria, nem uma proposta aproveitável.
Perante aquilo que seria uma oportunidade para mudar de rumo e colocar o sindicalismo português na senda do excelente trabalho feito por sindicatos em alguns países da Europa, a CGTP adopta a postura que qualquer organização de matriz comunista tem adoptado ao longo da história de erros que tem sido o comunismo no Mundo: assobiar para o lado, cerrar fileiras e ensimesmar-se. Arménio Carlos parece ser mais do mesmo ou pior: um sindicalista encartado com um percurso profissional totalmente desconhecido, fiel seguidor da doutrina comunista desde há 30 anos (não é díficil, está exactamente igual), cego às importantes mudanças sócio-económicas que o planeta atravessou nas últimas décadas, prepara-se para manter a pesada intersindical de cachaço erguido e pêlo eriçado, rosnando à sociedade que vai calmamente passando por si.