Paulo Portas diz umas coisas vaguíssimas – e a CNE salta logo em defesa dos inocentes eleitores. O velho Soares-pai-do-filho, numas antigas autárquicas, apelou explicitamente ao voto no jovem Soares-filho-do-pai – e a CNE limitou-se a fazer beicinho. Nas últimas legislativas António Costa apelou, de forma bastante implícita, ao voto no seu partido – e a CNE fez de conta que estava a ver as horas.
A CNE, como se vê, é muito vigilante – quando lhe apetece.