João, e se o nosso ex-querido líder fosse dizer isto aos miúdos das favelas venezuelanas que disputam avidamente um rato quando têm a sorte de apanhar um?
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As nossas viúvas de Chávez
Há uma enorme diferença entre, a bem da realpolitik, proferir umas frases de circunstância a propósito da morte de Chávez:
e aquilo que o nosso ex-querido-líder faz aqui:
“Uma vida de vontade, consagrada à acção e ao que esta tem de início, de surpreendente, de inatendido. Uma vida com os outros, ao lado dos outros, com a ambição da justiça própria de quem sempre teve uma visão optimista da natureza humana”, afirmou Sócrates na mensagem. Por outro lado, o antigo chefe do Governo português referiu-se também a “uma vida cheia de incertezas, de desafios e de riscos, própria de quem nunca temeu a responsabilidade da sua liberdade e da sua vontade”.
Para Sócrates, Hugo Chávez assumiu-se como “autor da sua própria biografia”, levando uma vida intensa, sempre optimista e confiante. É, ao recordar esta forma de viver, que o socialista acredita que o povo venezuelano encontrará aí “alívio e conforto para o seu sofrimento” e reforça que este “sentimento de tristeza” une os dois povos.
“Pela minha parte, apresento à sua família e ao povo venezuelano as minhas condolências e junto-me a eles na partilha da dor e no recolhimento que o seu desaparecimento tão prematuro nos provoca”, rematou.
