As Finanças afirmam que não demoraram seis meses a desbloquear o dinheiro necessário para as obras na ponte 25 de Abril. Vai na volta, ainda dizem ter sido mais um “erro de percepção mútuo” – tão frequentes quando o ministério de Centeno é um dos interlocutores.
Aquivos por Autor: João Sousa
À espera de Godot

O Ministro da Defesa terá prometido entregar até Fevereiro um relatório sobre o pós-roubo de armas em Tancos – o tal que o próprio ministro afirmou que, no limite, pode nem ter havido. Pois eu agora digo que este relatório atrasado, no limite, pode nem existir.
Cama
“Estão a tentar fazer a cama ao Rui Rio” – diz o homem que passou uma legislatura a tentar fazer a cama a Passos Coelho.
O futuro do socialismo
Na Venezuela, esse futuro do socialismo, 61% da população está perto da pobreza extrema. No futuro do socialismo está, afinal, a acontecer no presente o que sempre aconteceu no seu passado: a miséria.
AO90
Os quadros de Vieira
O raríssimo Vieira da Silva veio a público dizer, e isto sem que ninguém lhe tenha atirado um merecido tomate à cara, que a entrada da Santa Casa da Misericórdia no Montepio é um investimento como “investir em imóveis ou arte”. Não há ninguém que lhe pergunte qual é o quadro ou o imóvel, posse da Santa Casa, que custe sozinho 200 milhões de euros?
Inquestionável
Marcelo disse hoje, na abertura da Banking Summit em Lisboa, que:
“(…) a Governação em 2015 deixou com inquestionável mérito um trilho aberto e começado a percorrer de drástica redução do défice, de sensibilização para a prioridade nacional do saneamento das contas públicas e de crescimento da economia portuguesa.”
Marcelo, que passou os primeiros dois anos de mandato de braço dado com Costa a fazer uma pútrida guerrilha contra Passos Coelho, fala agora do seu “inquestionável mérito”. Que inquestionável canalha é este Marcelo!
Crónica de uma bancarrota anunciada

Isto é 2009/2011 repetido, não como tragédia mas como farsa. Este povo que não se governa nem se deixa governar pensa que se persistir nas mesmas asneiras, alguma vez a realidade há-de dar, talvez por cansaço, um resultado diferente.
Não é só falta de informação
João Abel de Freitas, economista (o que quer que isso signifique hoje em dia) que publica regularmente no Jornal Económico, diz-se apreensivo. Apreensivo, diz-se ele, pelo destino dos CTT e da TAP privatizados (curiosamente, não se diz apreensivo por um sistema de Saúde e por uma Educação em pantanas consequência das cativações públicas). O problema (bom, um dos muitos problemas) de todo aquele longuíssimo texto ideológico de João Abel de Freitas é que parte logo de uma falácia repetida até à náusea pelos esquerdistas:
Eu sei perfeitamente que um esquerdista nunca se desdiz perante essa coisa menor chamada “factos”, mas aqui vai um excerto de uma notícia publicada em Maio de 2011 (ainda era governo o PS de Sócrates que tinha acabado de assinar o acordo com a troika):
Uma mentira dita mil vezes nunca se tornaria verdade – se houvesse uma comunicação social realmente preocupada com a verdade.
O cobrador de fraque
Sim, claro, não queremos mais “cobradores de fraque”. Para “práticas agressivas” já temos o Fisco.