Aquivos por Autor: João Sousa

Assédio moral

Não há ninguém que telefone ao Sindicato respectivo para denunciar uma clara situação de assédio moral sobre Carlos Costa? Aquilo que António Costa está a fazer é da cartilha esquerdista: semear o caos na sociedade para depois apresentar a sua Nova Ordem.

 

António Costa responsabiliza Carlos Costa por os “lesados do BES” ainda não terem sido ressarcidos. Curiosamente, ainda não ouvi António Costa querer que Ricardo Salgado e sus muchachos sejam responsabilizados por lesarem os “lesados do BES”.

 

António Costa igualmente menciona a “solução” proposta pelo seu governo e que recolhe, segundo diz, o apoio de praticamente todas as entidades envolvidas – a começar pela tal entidade opaca chamada “lesados do BES”. A transparência habitual de Costa leva a que tal solução seja mais ou menos desconhecida do eleitor e contribuinte. A manter-se o padrão visto no Banif, António Costa não fará desaparecer “lesados do BES ” – simplesmente nos transformará a todos “lesados do BES”.

ABRAM ALAS AO NETO-DO-AVÔ!

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Graça Fonseca saltou da vereação da Educação/Cultura na Câmara de Lisboa para o governo de Costa. O ministro da cultura nesse governo é João Soares. A substituta de Graça Fonseca na CML contrata – o filho de João Soares para prestar à vereação “serviços de assessoria em produção de eventos e gestão cultural”, em troca de cujos serviços a Câmara lhe pagará 2800 euros mensais.

 

A Câmara de Lisboa justifica a contratação invocando “a especial aptidão técnica e intelectual, bem como experiência profissional” deste neto-do-avô. Como o perfil no LinkedIn deste brilhante Soares está inacessível, espremamos as (poucas) notícias feitas sobre o assunto para nos podermos deslumbrar com o rico historial do jovem neto da democracia:

 

– assistente administrativo entre 2005 e 2009 na Câmara da Amadora (por coincidência, também PS)

– senior document specialist na produtora Cinepalco em 2010;

– secretariado da Fundação Gulbenkian em Paris durante parte de 2012;

– document specialist durante três meses na Sociedade dos Amigos da Cinemateca em São Paulo;

– executive assistant, durante parte de 2014, na produtora de vídeo francesa TV Only International;

– secretário de uma pequena sociedade de advogados desde Janeiro de 2015.

 

Perante tal currículo, a “experiência profissional” de Mário Barroso Soares que a Câmara de Lisboa invoca como móbil para a contratação parece-me ser – empregado de escritório. Quanto às “especiais aptidões técnicas e intelectuais” que se adivinham naquelas alíneas? Tirar fotocópias; saber utilizar um furador; conseguir abrir as argolas de um dossiê sem partir uma unha; ordenar alfabeticamente as facturas dos fornecedores de esferográficas e de sabonete; e telefonar para o senhor da máquina de café quando esta avaria.

 

O que eu questiono, cara Câmara de Lisboa, nem é o pagares cerca de 2800 euros mensais (perto de 600 contos em moeda antiga ou, em moeda de Centeno, um privilegiado e meio) a um “assessor de produção de eventos”. É um valor que me parece algo exuberante, reconheço-o, mas talvez seja justo. O que me é difícil de abarcar é o olhar de lince que te permitiu encontrar um assessor de 2800 euros no mesmo currículo em que eu só consegui ver – um secretário!

A eterna tentação da esquerda de meter o bedelho naquilo que não lhes diz respeito

O PS quer impor às empresas cotadas em bolsa um mínimo de 1/3 de mulheres nos seus conselhos de administração. Imagino que, se as empresas não tiverem como cumprir tais quotas, podem pedir ao próprio PS que forneça várias das suas militantes para os lugares em falta.

 

Mas o que raio tem o governo a ver com quantas mulheres, ou homens, ou indecisos, as empresas privadas cotadas na Bolsa têm na gestão? E que legitimidade tem este PS para impor, ao sector privado, 1/3 de mulheres nas administrações, quando o seu próprio governo é constituído por menos de 1/4 de ministras?

A liberdade respeitosa de Costa

Havia há meses uma conta satírica no Twitter chamada Costa, PM. Havia – mas está suspensa. Como não me parece que o Twitter ande a prestar especial atenção a contas que satirizam personalidades públicas deste pequenino rectângulo, só posso concluir que se tratou de uma denúncia (chibanço, delação, queixinha) de alguém ansioso pela “liberdade respeitosa” de outros tempos. Ah, se isto tivesse sido com uma personalidade ligada à Direita, a cinza que já não estaria a ser lançada aos ares…

35 horas? Digam antes 20…

Centeno diz que a aplicação das 35 horas semanais será “gradual” e “sem custos”. António Costa diz que a aplicação das 35 horas semanais será imediata já a partir de Julho. O secretário de estado do orçamento diz que a aplicação das 35 horas semanais será “gradual” e “sem acréscimo de custos”.

 

Eu nem vou falar da maravilhosa sintonia entre os elementos do governo. Vou apenas confidenciar estar convencido de que as 35 horas semanas já estão sendo aplicadas há muito tempo – dada a dificuldade que tenho em marcar uma mera consulta de rotina no meu Centro de Saúde…