França terminou agora uma provação de anos com Hollande. Os Estados Unidos iniciam agora uma provação de anos com Trump. Do que nenhum destes dois países precisaria era o aumentar dos seus problemas, mas a verdade é ser isso mesmo o que acaba de acontecer: Inês Pedrosa vai ser editada nos Estados Unidos e em França.
A mulher de César
À mulher de César, além de ser honesta, exigia-se que o parecesse. O clã do nosso pequeno César dos Açores, pelo contrário, não é honesto nem sequer se dá ao trabalho de o parecer.
Para ninguém se esquecer
Os “lesados” do BES vão, segundo é noticiado, começar a receber dinheiro em Setembro. Setembro – para não terem tempo de esquecer em quem votar nas eleições de semanas depois.
Conflito de sentimentos
Ler que a ASAE multou a EMEL causa-me um conflito de sentimentos com alguma analogia ao de muitos que festejaram a vitória sobre a Alemanha de Hitler sabendo que tiveram de se aliar a Staline.
Lá vou eu abrir (ainda) mais os cordões à bolsa
Quando, no início desta alegre caça ao voto que tem sido o governo Costa, o IVA da restauração baixou, eu comecei a pagar mais nos locais onde habitualmente comia. Agora, o governo diz “ter condições para nova descida do IVA na restauração” – e eu ponho-me a adivinhar quanto mais irão subir os preços.
Porquê até Setembro?
D. Marcelo I, O Afectuoso, disse para quem o quis ouvir (e também para aqueles que não o conseguiram evitar) que “seria justo que as agências de rating revissem até setembro a avaliação de Portugal”. Porquê até Setembro, precisamente Setembro? Será por ser véspera de eleições?
Meter o nariz onde não diz respeito
Catarina Martins diz que é preciso limitar os leques salariais das empresas. Pois eu digo: se Catarina Martins comprar uma quota das empresas com dinheiro do seu bolso, então pode meter o bedelho nos tais “leques salariais”. Enquanto for apenas vice-primeira-ministra à boleia da geringonça, não tem nada que tentar meter as suas patinhas públicas em empresas privadas.
Um político
Centeno congratula-se por taxas negativas de curto prazo que desceram face às anteriores. Centeno pensa que somos parvos e não sabemos que as taxas de juro de curto prazo reflectem apenas a confiança dos investidores no BCE que nos vai pondo a mão por baixo.
A evidência
Mais uma vez se torna evidente: para António Costa, a importância de uma medida não é o seu grau de eficácia – é a sua influência nas sondagens.
Um triste senador
“Fartei-me do Santana como PM, estava a deixar o país à deriva”, disse Jorge Sampaio citado pelo Expresso, assim mesmo O Santana. Isto mostra muito o tipo de pessoa que é o nebulosíssimo Sampaio. Não estou, por exemplo, a ver Cavaco Silva dizer “Fartei-me do Pinto de Sousa como PM, estava a levar o país à bancarrota”– mas, enfim, cada um é como é.
Tal como é sintomático que Sampaio diga, sobre a sua dissolução de um parlamento maioritário e convocação de eleições antecipadas, “De vez em quando é preciso dar voz ao povo – e percebi qual era o sentimento do povo”. Sim, é preciso dar a voz ao povo mas só quando pressentimos que o seu “sentimento” nos convém.
Sampaio nomeou Santana porque o PS, liderado por um Ferro Rodrigues encalacrado no processo Casa Pia, não estava em condições de disputar eleições. Depois de Sócrates ter tomado o poder no partido, demitiu o governo na primeira oportunidade com uns pretextos manhosíssimos. Sampaio não fez mais do que imolar Santana Lopes e gerir a sua própria agenda conforme as conveniências para o seu partido. Sampaio não passou de um Soares em modo sonso.