França terminou agora uma provação de anos com Hollande. Os Estados Unidos iniciam agora uma provação de anos com Trump. Do que nenhum destes dois países precisaria era o aumentar dos seus problemas, mas a verdade é ser isso mesmo o que acaba de acontecer: Inês Pedrosa vai ser editada nos Estados Unidos e em França.
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Conflito de sentimentos
Ler que a ASAE multou a EMEL causa-me um conflito de sentimentos com alguma analogia ao de muitos que festejaram a vitória sobre a Alemanha de Hitler sabendo que tiveram de se aliar a Staline.
Lá vou eu abrir (ainda) mais os cordões à bolsa
Quando, no início desta alegre caça ao voto que tem sido o governo Costa, o IVA da restauração baixou, eu comecei a pagar mais nos locais onde habitualmente comia. Agora, o governo diz “ter condições para nova descida do IVA na restauração” – e eu ponho-me a adivinhar quanto mais irão subir os preços.
Um triste senador
“Fartei-me do Santana como PM, estava a deixar o país à deriva”, disse Jorge Sampaio citado pelo Expresso, assim mesmo O Santana. Isto mostra muito o tipo de pessoa que é o nebulosíssimo Sampaio. Não estou, por exemplo, a ver Cavaco Silva dizer “Fartei-me do Pinto de Sousa como PM, estava a levar o país à bancarrota”– mas, enfim, cada um é como é.
Tal como é sintomático que Sampaio diga, sobre a sua dissolução de um parlamento maioritário e convocação de eleições antecipadas, “De vez em quando é preciso dar voz ao povo – e percebi qual era o sentimento do povo”. Sim, é preciso dar a voz ao povo mas só quando pressentimos que o seu “sentimento” nos convém.
Sampaio nomeou Santana porque o PS, liderado por um Ferro Rodrigues encalacrado no processo Casa Pia, não estava em condições de disputar eleições. Depois de Sócrates ter tomado o poder no partido, demitiu o governo na primeira oportunidade com uns pretextos manhosíssimos. Sampaio não fez mais do que imolar Santana Lopes e gerir a sua própria agenda conforme as conveniências para o seu partido. Sampaio não passou de um Soares em modo sonso.
A máquina de propaganda a todo o vapor

Vi salvo erro na Sexta-Feira, com estes dois olhos que a terra há-de comer, que o programa da tarde na Sic tinha convidado para perorar à sua audiência de donas-de-casa e funcionários públicos – Isabel Moreira! Já há um par de semanas, o jornal de grande informação Dica da Semana tinha na capa – Vieira da Silva! A isto se pode chamar “asfixia propagandística”.
20:05 de Sábado
Na RTP, Pedro Delille, advogado de Sócrates, fala à vontade. Na TVI, João Araújo, advogado de Sócrates, fala à vontade. Isto de ter amigos a dirigir televisões dá um jeito do caraças…
Da infantilização
The First Rule of Con: Find somebody who wants something for nothing, then give him nothing for something.
Os “lesados do BES” propõem-se processar o Banco de Portugal porque, afirmam, as reportagens da SIC provam que sabia dos seus problemas e não procedeu como devia. Tem piada: eu pensava, cá na minha inocência, que a gestão do BES teve muito mais responsabilidade em “não proceder como devia”…
O desinvestimento da automatização
O problema do actual contexto político com os actuais actores políticos é notícias, provavelmente feitas com boa-fé, poderem dar azo a interpretações manhosas.
Um exemplo. O Jornal Económico apresenta-nos isto:

Depois, lemos a notícia e nada mais é apresentado senão números e estatísticas retiradas da Pordata. Não é feita nenhuma contextualização, nada. Imagino já, num qualquer próximo debate parlamentar, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa esganiç… dizerem em voz alta e de dedinho em riste: aqui está a evidência do desinvestimento nos transportes públicos. A interpretação da realidade: aqui está a evidência da automatização e modernização dos equipamentos.
Haja alguém que lhes explique
São José Almeida escreve no Público:
“O escândalo dos dez mil milhões de euros que foram colocados em contas offshore por bancos portugueses entre 2011 e 2015, sem que dessas transferências tenha sido tributado um tostão, é apenas um sintoma dessa impunidade.”
Alguém com paciência para falar a criancinhas que explique isto à senhora e restantes camaradas dela que se limitam a amplificar a desinformação da esquerda parlamentar: transferir dinheiro para um offshore não é um acto ilícito nem obriga automaticamente ao pagamento de qualquer imposto. O dinheiro das pessoas que o enviam para um offshore é delas, não é do Estado, do PS ou do fisco.
Perplexidades
Medina diz-se perplexo com a falta de civismo dos condutores em Lisboa – por estacionarem em locais indevidos. Eu aguardo o anúncio de igual perplexidade de Medina com a falta de civismo dos ciclistas – por circularem em locais indevidos e não respeitarem regras básicas.