Quando a sátira é aquilo que se esperaria fosse a realidade, significa montanhas sobre o satirizado:
Paulo Campos engana-se e pede a demissão do Álvaro em vez de pedir a dele.
(via Imprensa Falsa)
Quando a sátira é aquilo que se esperaria fosse a realidade, significa montanhas sobre o satirizado:
Paulo Campos engana-se e pede a demissão do Álvaro em vez de pedir a dele.
(via Imprensa Falsa)
Vejo este caso Face Oculta celebrado por alguns como sendo a desejada punição judicial das falcatruas do socratismo. Eu, habitual céptico, só posso atribuir tais festejos à inocência de quem os emite.
É verdade que estão ali alguns distintos elementos da quadrilha formada no Largo do Rato. Se exemplares como Vara e o clã Penedos fossem retirados da esfera pública e passassem uma temporada em recolhimento, o ar ficaria de imediato mais respirável.
Mas dizer que o julgamento destes meros aríetes marca a punição da pilhagem socrática, é como dizer que se está a punir Al Capone prendendo um dos seus esbirros por queimar estalinhos de Carnaval. Há muito, muito mais para remexer, investigar, catalogar e julgar. Há muitos mais elementos da camarilha de Sócrates que têm de responder pelos seus actos, a começar pelo próprio. O caso TVI não pode ficar impune. O caso Cova da Beira não pode ficar impune. O caso Magalhães não pode ficar impune. O caso SCUT não pode ficar impune. E muitos, muitos mais que eu me escuso de enumerar por medo de esquecer outros tantos.
Carlos Magno e Arons de Carvalho vão ser, respectivamente, presidente e vice-presidente da ERC. São dois cidadãos que não me inspiram grandes sentimentos de simpatia, em particular o segundo. Mas pelo menos, ao contrário do que sucedeu no reinado socrático, esta não parece ter sido uma escolha feita à medida para protecção das ingerências do Governo.
José Sócrates e José Lello desmentem que houve telefonemas do primeiro para deputados seus apoiantes no sentido de provocar um chumbo do PS ao Orçamento de Estado.
Portanto, se estes dois o negam, confirma-se que houve telefonemas de Sócrates para provocar o chumbo do PS ao Orçamento de Estado.
Mas, sejamos justos, o PS de Seguro já apresentou algumas propostas. E propostas consequentes, ainda por cima. Por exemplo: propôs Ricardo Rodrigues para o Conselho Geral do CIJ – e a consequência disso é que eu nunca me colocarei sequer a hipótese de votar em Seguro.
Um counter para contabilizar as propostas deste PS? A ideia é boa, mas não exige grande capacidade de processamento e um programador talvez a ache pouco desafiante. Um simples Spectrum é suficiente para a tarefa:

Parece, a acreditar nos jornais, que Ricardo Rodrigues foi eleito para o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários.
Eu praticamente não preciso dizer mais nada, pois não? O ridículo do facto devia falar por si. Justiça e Ricardo Rodrigues são conceitos que, quando usados na mesma frase, tendem a estar em antagonismo. A Ricardo Rodrigues só deveria ser permitido entrar no Centro de Estudos Judiciários – como objecto de estudo nos manuais.
Era uma personalidade difícil e complexa, com características de megalomania, evidentes no primeiro contacto. Tinha uma visão desproporcionada do seu papel.
Estas palavras, publicadas no Correio da Manhã de hoje, são como Luís Amado descreve Kadhafi. Mas também poderiam descrever José Sócrates.
… é o que me ocorre ao ver as primeiras páginas de hoje do DN e JN.