Arquivo da Categoria: soares

A PME familiar

Alfredo Barroso, cavalheiro que iludiu uma existência de insignificância graças ao facto de ser sobrinho de quem é, decidiu lançar um livro. Eterna correia de transmissão do pensamento soarista, dedica grande parte do que obrou a criticar Cavaco Silva (“o gajo”, como o devem chamar nas reuniões de Natal) e o neoliberalismo, e a promover a necessidade de mais debate à esquerda.

 

A minha primeira reacção foi passar à frente. Mas depois sobressaltei-me. António Costa já publicou o seu pequeno manifesto de pré-campanha para as presidenciais. Sócrates continua, em Paris, com as mãos bem metidas nos seus fantoches de ventríloquo. Será que, com a publicação deste livro, o sobrinho-do-tio Alfredo Barroso também demonstra apetência por esta corrida?

Soares: o cidadão esquecido

Soares tarda em perceber que já não é ninguém. Dissimula, teimosamente, a sua insignificância com artigos como este, publicado no El País. Traz à luz, mais uma vez, como tem sido seu apanágio nos últimos tempos de liderança da oposição em Portugal, ideias erradas, perversas e francamente falaciosas. Diz, como sempre disse, as maiores atoardas sem que seja, como nunca foi, responsabilizado pelas mesmas.

 

Ao afirmar que Portugal devia seguir um caminho parecido com o espanhol (alívio das metas do défice sem consultar a UE), o provecto cidadão esquece-se dos mais variados factos importantes: Portugal não é Espanha, não tem a margem de manobra que Espanha tem e, lamentavelmente, os portugueses demoraram muito mais tempo a perceber que estavam a ser comidos por dentro por uma corja política sem escrúpulos e sem pudores; Espanha não está sob um programa de apoio externo que obriga, como o cidadão soares deveria saber, ao cumprimento restritivo de determinadas metas económicas; Espanha tem uma economia muito mais pesada do que Portugal, muito mais importante no cenário macro-económico ocidental, o que lhe dá um certo “à-vontade” e uma alavanca negocial que Portugal já perdeu no século XVII.

 

Alheio a tudo isto (que interessam os dados objectivos da realidade, quando apenas servem para atrapalhar a credibilidade do discurso do maior buda do socialismo português?), continua este cidadão (que, convém lembrar, foi o responsável pela primeira película da série “Troika em Portugal”) a largar as suas “bujardas” onde e como lhe aprouver. É um ser sem importância, não mereceria sequer este insignificante post não fosse pela mais flagrante hipocrisia que insiste em exibir. 

 

Já se sabe que soares é esquecido, mas o povo não deveria ser…