A PME familiar

Alfredo Barroso, cavalheiro que iludiu uma existência de insignificância graças ao facto de ser sobrinho de quem é, decidiu lançar um livro. Eterna correia de transmissão do pensamento soarista, dedica grande parte do que obrou a criticar Cavaco Silva (“o gajo”, como o devem chamar nas reuniões de Natal) e o neoliberalismo, e a promover a necessidade de mais debate à esquerda.

 

A minha primeira reacção foi passar à frente. Mas depois sobressaltei-me. António Costa já publicou o seu pequeno manifesto de pré-campanha para as presidenciais. Sócrates continua, em Paris, com as mãos bem metidas nos seus fantoches de ventríloquo. Será que, com a publicação deste livro, o sobrinho-do-tio Alfredo Barroso também demonstra apetência por esta corrida?

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