Portas acha-se maior do que o partido, maior do que o Governo e maior do que o País. Agiu, muito cheio de si mesmo, seguro de que daria início a uma jogada de poder brilhante. Não pensou em nada nem em ninguém para além do seu inflado ego. Vaidoso e traiçoeiro como sempre, lançou Portugal numa espiral de indefinição.
Nada disto, porém, está a correr como Portas esperava. Ao demitir-se, de forma “irrevogável”, abriu, inadvertidamente, espaço ao impensável: um Governo de coligação sem Portas e, quiçá, um CDS sem Portas. Há alguns sinais neste sentido. Desde o seu insurdecedor silêncio às vozes contundentes de figuras do partido como Lobo Xavier ou Nobre Guedes. E agora isto.
Veremos o que acontece, mas é bom não esquecer que quem vive pela espada, pela espada morrerá.
