A Mota-Engil “de” Jorge Coelho, ainda recentemente noticiada como o grupo ligado à construção civil que mais cresceu no último ano, quer continuar a crescer. Mais especificamente, pretende aumentar o volume de negócios em 45% até 2015:
O objectivo no continente africano passa por alargar a actividade ao espaço da África Austral, com enfoque em projectos de dimensão para grupos multinacionais privados associados à mineração, assim como na expansão da actividade em Moçambique, Angola e Malawi para áreas como o ambiente, a logística e energia, como suporte à construção de infra-estruturas.
Reparem no país que destaquei neste parágrafo: Malawi. E nem por acaso:
Mota Engil é acusada de oferecer até 40 mil euros ao falecido Presidente do Malawi.
A construtora portuguesa Mota Engil foi acusada de fazer «pagamentos periódicos» ao falecido Presidente do Malawi Bingu wa Mutharika, mas a empresa justifica os depósitos bancários com «pagamento de livros» e uma «prenda de casamento».
Pagamento de livros e prendas de casamento juntar-se-ão, no metaforismo nacional, aos robalos e às alheiras.
Uma alma menos gentil diria que estas pessoas aperfeiçoaram a sua arte na mesma escola – quiçá com o(s) mesmo(s) mestre(s).