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O Expresso

O Expresso foi o jornal que, em Fevereiro de 2011, garantiu que o FMI já não vinha:

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 O Expresso foi o jornal que, em Abril de 2013, garantiu que o FMI vinha aí outra vez:

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O Expresso foi o jornal que, em Dezembro de 2012, pela pena de Nicolau Santos, garantiu que Artur Baptista da Silva era um alto quadro da ONU, economista encartado e uma voz que devia ser ouvida pelo Governo:

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O Expresso é o jornal que, em Junho de 2015, garante que Jorge Jesus irá para o Sporting e expõe os contornos do acordo como se tivesse estado na mesa de negociações: 

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Perante isto, e até ler declarações em contrário do treinador, do Sporting e do Benfica, vou assumir que Jorge Jesus já assinou a renovação com o Benfica.

Santos não fazem milagres

Após uma (recorrente) vaga de fundo na imprensa “especializada”, Fernando Santos é o novo seleccionador nacional – lugar que pode estar impedido de ocupar em todos os jogos da fase de qualificação.

 

Eu, que não sou seguidor do fenómeno do “futebol português”, confesso-me pouco impressionado com a escolha da Federação. Nada tenho contra a pessoa, com quem até simpatizo por o achar educado, razoavelmente sério e esforçado. Contudo, não me esqueço de que Fernando Santos conseguiu a proeza de perder um campeonato no Porto para o Sporting(!) – e fê-lo tendo Jardel em forma e a marcar golos. Também não me esqueço de que, como treinador do Benfica, Fernando Santos ficou em terceiro, de novo depois do Sporting(!) treinado – curiosamente – por Paulo Bento.

 

Estes dois factos, só por si, foram suficientes para achar Fernando Santos um treinador razoavelmente competente – mas apenas isso.

 

Quem sabe? Talvez tenha evoluído durante estes anos. Talvez seja um melhor seleccionador do que foi treinador de clube – trabalhos com especificidades próprias.

 

Talvez as minhas reticências em relação a Fernando Santos, válidas em 2004, já não façam sentido em 2014. O problema é que o grupo de jogadores que ele tem à sua disposição, claramente mediano e claramente inferior àqueles de que Humberto Coelho dispunha em 2000 ou Scolari em 2004, dificilmente lhe permitirá grandes brilhantismos.

Lógica

Há alguns anos, por ocasião de um Europeu ou Mundial de futebol, ouvi uma conversa entre dois ingleses que debatiam a eliminação da sua selecção na fase de grupos. Um deles disse “A verdade é que não merecíamos estar ali”, ao que o outro respondeu com esta extraordinária frase:

 

“Não, nós merecemos estar ali, o que não merecemos é ficar ali.”

 

Acho este um epitáfio adequado para a campanha da selecção portuguesa. Mereceram estar ali porque se qualificaram para tal – de forma sofrida, sofridíssima. Mas nada mais lógico do que uma selecção que se qualifica nessas condições soçobrar à primeira dificuldade. Casos como o da Dinamarca/92 são a excepção – não a regra.