Após uma (recorrente) vaga de fundo na imprensa “especializada”, Fernando Santos é o novo seleccionador nacional – lugar que pode estar impedido de ocupar em todos os jogos da fase de qualificação.
Eu, que não sou seguidor do fenómeno do “futebol português”, confesso-me pouco impressionado com a escolha da Federação. Nada tenho contra a pessoa, com quem até simpatizo por o achar educado, razoavelmente sério e esforçado. Contudo, não me esqueço de que Fernando Santos conseguiu a proeza de perder um campeonato no Porto para o Sporting(!) – e fê-lo tendo Jardel em forma e a marcar golos. Também não me esqueço de que, como treinador do Benfica, Fernando Santos ficou em terceiro, de novo depois do Sporting(!) treinado – curiosamente – por Paulo Bento.
Estes dois factos, só por si, foram suficientes para achar Fernando Santos um treinador razoavelmente competente – mas apenas isso.
Quem sabe? Talvez tenha evoluído durante estes anos. Talvez seja um melhor seleccionador do que foi treinador de clube – trabalhos com especificidades próprias.
Talvez as minhas reticências em relação a Fernando Santos, válidas em 2004, já não façam sentido em 2014. O problema é que o grupo de jogadores que ele tem à sua disposição, claramente mediano e claramente inferior àqueles de que Humberto Coelho dispunha em 2000 ou Scolari em 2004, dificilmente lhe permitirá grandes brilhantismos.
O trabalho enquanto selecionador é diferente, mas o grupo que Fernando Santos tem disponível é fraquinho, portanto, é mesmo caso para dizer que não há milagres! Veremos!