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O regresso do doutor marteladas

Centeno é um ministro socialista, não há dúvida. Lê-se hoje na primeira página do DN:

 

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Ou seja, voltamos aos tempos em que eram feitos truques contabilísticos para maquilhar as contas desgovernadas. E se a Europa permitir isto, perderá toda e qualquer credibilidade que lhe restasse.

 

Adenda: quem é que ainda acredita que o défice, com CGD ou sem CGD, ficará minimamente perto dos 2,2%?

O défice

Pedro Nuno Santos, o tal da imagética rica e que queria deixar os credores com as pernas a tremer, vem dizer que a revisão em alta do défice do ano passado, consequência do registo da injecção de capital no Fundo de Resolução do Novo Banco, será uma “herança pesada” (ele que acha, portanto, que o défice de 11% deixado por Sócrates foi uma mera brisa em tarde de Verão).

 

Façamos de conta que acreditamos em Pedro Nuno Santos. Façamos de conta que não sabemos que o dinheiro que foi contabilizado no défice de 2014 é um empréstimo. Façamos de conta que não sabemos que, se o PS for governo e esse dinheiro regressar com juros, o PS irá dizer, tal como disse em Lisboa sobre os milhões de dívida camarária assumidos pelo Estado, serem as suas mágicas capacidades financeiras.

O governador esquecido

Vitor Constâncio, governador do Banco de Portugal durante a orgia desenfreada de roubos do BPN, afirma que é “pertinente que Portugal tenha mais um ano para corrigir o défice orçamental”.

 

Também será pertinente perguntar: qual o verdadeiro peso do BPN nesse défice?

 

Talvez Constâncio, que estava à frente da entidade reguladora quando tudo aconteceu, possa responder.