São publicados textos a explicar as duas razões que tramaram Miguel Relvas – e depois mencionam apenas uns detalhes jurídicos.
Sejamos honestos. As duas razões que tramaram Miguel Relvas foram: termos um primeiro-ministro chamado Pedro Passos Coelho que, perante dúvidas sobre o currículo académico do seu braço-direito político, deu carta-branca ao ministro da Educação para fazer uma investigação séria; e termos um ministro da Educação chamado Nuno Crato que, incumbido de tal tarefa, não hesitou em agir em conformidade e decretar a nulidade do diploma daquele que era – repito – tão somente o braço-direito político do seu primeiro-ministro.
Comparemos: quando o currículo académico do primeiro-ministro Sócrates esteve sob escrutínio, ele “ordenou” ao ministro Mariano Gago uma “investigação” – e este inventou uns pretextos manhosos para fechar a universidade em questão e enterrar as informações relacionadas com o caso.
No fim de tudo, o que fica é isto: durante quatro anos tivemos um primeiro-ministro e um ministro da Educação íntegros; nos seis anos antes, tivemos um manhoso como primeiro-ministro e um pau-mandado como ministro do ensino superior.