O mistério dos quadros de José Sócrates

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Sócrates tinha vários quadros em casa, quadros esses de Eduardo Batarda, Almada Negreiros, António Ramalho, Silva Porto ou Júlio Pomar – tudo, como é bom de ver, gente cujas obras podemos comprar no mercado de Azeitão, entre uma fartura e um par de sapatos. Os quadros foram encontrados na casa da empregada doméstica da sua mãe – ele diz não saber como eles foram lá parar. Os quadros terão sido pagos por alguém – mas ele diz não se recordar por quem. Sócrates nem se recorda de comprar o quadro de Júlio Pomar que tinha na sala de jantar.

 

A casa desta empregada doméstica começa-me a recordar as grutas onde uns cavalheiros pouco recomendáveis, no século passado, esconderam o seu saque de obras de arte.

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