Eles aí estão: os dados referentes à evolução da taxa de desemprego no segundo trimestre de 2014.
Longe de brilhantes, os números são encorajadores. Desde logo porque a taxa de desemprego desce para 13,9%, a mais baixa desde 2011. Tratando-se de uma taxa elevada é, pelo menos, honesta em relação à real condição do país, sendo hoje menos afectada pelo emprego fictício na Administração Pública e nas empresas do sector do Estado do que era no pré-Troika.
Outro elemento positivo prende-se com os números do emprego. Sabemos que a nossa mui fragmentada esquerda gosta de justificar a descida da taxa de desemprego com a emigração. Desta feita, este fenómeno foi acompanhado de um aumento da percentagem da população activa de 0,5% e de aumentos homólogos e em cadeia de 2% do número de pessoas empregadas. Significa isto que, ao longo deste segundo trimestre, foram criados quase 90 mil postos de trabalho na economia nacional.
Posto isto, é importante sublinhar que a taxa de desemprego se mantém elevadíssima, incomportável considerando o nível de produtividade que Portugal precisa de alcançar para conseguir honrar os compromissos que assumiu.