Homunculus Sindicalensis

Ana Avoila e a respectiva agremiação sindical dizem não aos despedimentos no sector público e à semana de 40 horas de trabalho. Qualquer “privilegiado” que trabalhe no sector privado sabe bem que está sujeito ao despedimento e, quando a semana só tem 40 horas de trabalho, festeja efusivamente. Não é, no entanto, novidade que o princípio constitucional da igualdade tem, em Portugal, as suas idiossincrasias.

 

O que me deixa num estado que oscila entre a desilusão e o desespero é o protagonismo dado a uma pessoa como Ana Avoila, mais uma personagem sinistra gerada pela bem oleada máquina sindical portuguesa, fértil na entronização de homúnculos do aparelho partidário e na sua promoção a líderes de bandos de arruaceiros, cuja única função é atrapalhar a vida a quem, de facto, trabalha.

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