
O Calvin escrevia “Máquina do Tempo” numa caixa de cartão e esta tornava-se numa máquina do tempo; escrevia na caixa “Duplicador” e ela tornava-se num dispositivo de clonagem. É assim a imaginação das crianças – e é também assim a imaginação de António José Seguro.
Seguro passou eras “exigindo” crescimento ao Governo – por certamente pensar que bastava fazer um gráfico a subir para a realidade, por artes mágicas, o imitar. Depois “exigiu” emprego, como se bastasse imaginar empregos para estes aparecerem. Agora, pede uma maioria absoluta – como se apenas fosse necessário dizê-lo nos jornais para as pessoas deixarem de rir dele.
Seguro quer uma maioria absoluta para administrar o país. O problema para ele (espero eu!) é que, apesar de tudo, o português ainda se recorda do que foi o desgoverno socialista e do que é a completa falta de estratégia de Seguro – e não lhe dará nem uma maioria relativa para administrar o prédio.