De como uma homenagem se torna num beija-mão dos homenageados ao homenageador

No passado Sábado, a Presidência da República promoveu um almoço na Fundação Champalimaud para, como se pode ler no site, honrar “personalidades que se distinguiram em Portugal e no Estrangeiro no âmbito das suas actividades profissionais“.

 

A SP Televisão, que produziu uma novela premiada em 2011 com um Emmy, foi um dos convidados, e enviou uma comitiva da qual faziam parte os três protagonistas.

 

Esta notícia é-nos apresentada pela jornalista Márcia Gurgel, repórter da secção Pessoas do DN/JN e que pode ser lida, no seu eclectismo, a reportar matéria tão diversa como o namoro de Paco Bandeira, as ambições familiares de Ricky Martin ou as viagens de Verão do ex-ministro dos corninhos Manuel Pinho.

 

Porque, então, menciono eu esta notícia sobre o almoço da Presidência? Simplesmente por isto: a grande-repórter Márcia Gurgel, habitualmente inócua na insipidez do seu jornalismo cor-de-rosa, decidiu encarnar a Fernanda Câncio e titulou um almoço de homenagem da Presidência da República a quem se distinguiu em Portugal e no Estrangeiro com esta aberração:

 

Diana Chaves e Joana Santos no beija-mão a Cavaco (título da notícia).

 

Será que denoto alguma má-vontade da senhora jornalista em relação a Cavaco Silva? Esperava ela, quem sabe… ser uma das homenageadas pelos seus serviços à língua-pátria? Ou terá isto alguma relação com o DN e JN pertencerem ao “amigo Joaquim [Oliveira]”?

 

E já agora, senhora jornalista (chamo-lhe isto com ironia) Márcia Gurgel, preste mais atenção ao seu trabalho. O almoço foi oferecido no Sábado – não no Domingo como reporta.

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