Nunca nutri particular simpatia por Marinho Pinto, que sempre considerei um rufia. Vaidoso e boçal, unicamente interessado na promoção da sua agenda particular, usa e abusa da sua visibilidade para defender causas (Sócrates vem-me à memória) que aborda enquanto representante de uma classe profissional – quando as devia assumir apenas como cidadão-político.

E se eu já não gostava de Marinho Pinto, colocar-me de acordo com José Miguel Júdice (uma das eminências escorregadias que tem engordado os cofres à conta da sua promiscuidade com o poder político) só fez aumentar a minha antipatia pela figurinha bastonária.