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Por instantes pensei tratar-se de um filme de “A Quinta Dimensão” ao ver o pranto dos norte-coreanos perante a morte de Kim Jong-il. As minha primeiras impressões, nauseadas, chegaram a uma conclusão – o medo, as décadas de isolamento, da ausência da realidade e a repressão provocavam aquele histerismo. Aquele a que estranhamente chamam de “Querido líder” foi responsável pela morte indirecta de milhares cidadãos através da fome, da tortura, da miséria, sacrificados pelo culto imbecil do narcisismo e do apetrecho nuclear que o legado soviético não foi capaz de satisfazer. Esta emulsão de comunismo com o socialismo tem muitos adeptos, por isso proponho que esses visionários passem uns dias nos calorosos campos de concentração norte-coreanos exercitando-se em trabalhos forçados, higienizados com lavagens cerebrais.